A saída de Mattia Binotto da Ferrari parece não ter apanhado muitas pessoas do paddock da Fórmula 1 de surpresa, até pelo contrário. Toto Wolff, em declarações no mais recente episódio do podcast ‘Beyond the Grid’, disse ter ficado surpreendido pelo tempo que Binotto se aguentou ao leme da Scuderia, até que “o inevitável aconteceu”.
O responsável da Mercedes explicou que foi sempre claro que Binotto estava sob imensa pressão na gestão da Ferrari, salientando ainda que quem está na equipa italiana acaba por representar todo um país, Itália, e que estar à frente da equipa mais famosa da Fórmula 1 acaba por ser um papel com pressão extra. Ainda assim, “para ser chefe de equipa na Ferrari, é melhor ter um bom contrato para o momento da saída. Agora, provavelmente o inevitável aconteceu, mas aguentou-se mais tempo do que eu pensava”, afirmou Wolff.
Alguns rumores davam conta da possibilidade de Binotto voltar à F1 através da Audi/Sauber e outros ainda, que a Mercedes poderia escolher o agora ex-chefe de equipa da Ferrari para liderar a sua divisão de unidades motrizes em Brixworth. Mas Wolff negou essa intenção, admitindo que existem muitos episódios entre os dois no passado que impossibilitariam uma coexistência pacífica. Sobre a relação tensa entre os dois, Wolff admitiu que “Mattia e eu tivemos os nossos momentos, não é segredo ao longo destes muitos anos. Mas, de certa forma, consolidamos isso em 2022. Estávamos muito, muito melhor”.
Apesar de considerar um lugar de enorme pressão, Toto Wolff reconheceu que se em 2013 a Ferrari o tivesse convidado para liderar a equipa, ele aceitaria. “Todos aqueles que dizem não estar interessados em ser diretor de equipa da Ferrari, simplesmente não dizem a verdade”, disse Wolff. “Tenho de me beliscar ainda hoje pela Daimler me ter dado a oportunidade de me tornar sócio e acionista, é algo de que me sinto tremendamente orgulhoso, mas estaria igualmente, se a Ferrari tivesse chegado e milagrosamente me tivesse oferecido tal posição, teria sido a mesma coisa”.










