As críticas de Sebastian Vettel à passagem dos aviões na pista de Monza antes da corrida do Grande Prémio de Monza e ao Presidente da República de Itália, Sergio Mattarella, não caíram bem no país e levou mesmo o Presidente do Automobile Club Milano a sugerir uma pedido de desculpa do piloto a todos os italianos.
O piloto da Aston Martin criticou a Fórmula 1 de ceder aos seus objetivos de neutralidade carbónica para alimentar o “ego” do presidente italiano que teria “cerca de 100 anos”. Em causa estaria a demonstração aérea dos aviões italianos antes da corrida de domingo. A Fórmula 1, ainda antes da época começar, terá banido este tipo de espetáculo para estar em conformidade com o seu objetivo da competição atingir a neutralidade carbónica até 2023. A única exceção, com regras muito apertadas segundo a Fórmula 1, foi a passagem de aviões comerciais que utilizam biocombustíveis. Tanto em Itália como na Grã-Bretanha, existiu este tipo de demonstrações, com os Red Arrows autorizados a sobrevoar Silverstone e a equipa de exibição italiana da Frecce Tricolori autorizada a voar em Monza, juntamente com um avião comercial.
Geronimo La Russa, Presidente do Automobile Club Milano, censurou a atitude de Vettel que foi um “convidado” em Itália, exigindo um pedido de desculpas pelas palavras consideradas ofensivas para o Presidente e para o país, citado pelo La Gazzetta dello Sport.
“Agradecemos a [Sergio ] Mattarella por ter vindo para celebrar o centenário do autódromo. O avião voou, pela primeira vez, com 25% de biocombustível, uma importante experiência também para a aviação civil”, disse La Russa. “Sempre me foi ensinado que o Presidente da República deve ser ouvido e não comentado, especialmente se formos convidados de um país estrangeiro. O sobrevoo da Frecce Tricolori é um orgulho italiano. É uma pena que um Campeão Mundial, que também ganhou o seu primeiro grande prémio em Monza, tenha sido apanhado numa controvérsia que é tão inútil quanto ilusória. Resta-lhe apenas pedir desculpa ao Presidente Mattarella e a todos os italianos”, concluiu.












