O antigo responsável pela Fórmula 1, Bernie Ecclestone, acredita que a igualdade pontual em que se encontram Lewis Hamilton e Max Verstappen se deve a uma campanha mediática e psicológica por parte do britânico e da sua equipa.
“Max é um miúdo comparado com Lewis e o pior é que Lewis tem uma enorme campanha publicitária a trabalhar para ele”, disse Bernie Ecclestone à agência noticiosa AFP. “Têm andado sempre a pressionar o Max e depois os comissários investigam porque Toto vai ao diretor de corrida. Max tem mais do que uma corrida a enfrentar, pois também os tem nas suas costas porque o estão a intimidar e não estão a jogar limpo. É o jogo psicológico”.
Ecclestone acrescentou ainda que faltam anos de experiência nas “ruas” a Verstappen, ao contrário do seu adversário. “Max tem alguns anos de corridas mas não teve anos nas ruas como Lewis. Construiu caráter e sabia que ganharia corridas, sendo a Mercedes a força dominante nos últimos anos, fez dele um carácter muito mais forte do que Max. Para Max, esta época é a primeira em que ele teve um carro capaz de ganhar regularmente, ao passo que antes não era nada competitivo”.
O antigo “chefe supremo” da disciplina explicou que “não há nada de errado com Lewis, ele fez o melhor que pôde, mas teve uma grande ajuda”.Mesmo que Lewis Hamilton conquiste o seu oitavo título, isso não muda a opinião de Ecclestone sobre quem é o melhor piloto de todos os tempos. “Fangio estava numa posição em que teve a sorte de nunca ter de ficar com uma equipa. Os pilotos tinham contratos de um ano para que pudessem passar para a melhor equipa. Sempre achei que Alain Prost era realmente o melhor. Conduzia o carro sozinho, sem qualquer ajuda. Tinha de cuidar de tudo durante uma corrida e tinha sempre um piloto no outro carro da equipa que era muito, muito competente”.










