Os responsáveis pelo circuito de Silverstone podem ter escolhido mal a oportunidade para acionar a cláusula que os desobriga da obrigatoriedade de organizar o GP da Grã-Bretanha após 2019, pois apesar do acordo vigorar até 2027 existe uma cláusula de rescisão e foi essa que os responsáveis pelo BRDC utilizaram, alegando que não têm como pagar o que assinaram, porque os anos passam, as condições mudam.
É o mal de assinar contratos de longa duração, quando nem se imagina como o mundo vai evoluir, e por isso a F1 arrisca-se a ficar sem Silverstone. Percebe-se o que fez o BRDC. Há vida para além da F1 e é preferível não ter F1 do que empurrar o clube para a falência. Tem a palavra a Liberty Media que vai agora ter que mostrar se muito do que diz é verdade. Interessa mais o espetáculo pelo espetáculo e nesse contexto a F1 não pode passar sem Silverstone, ou o dinheiro continuar a contar… muito.
A ideia do clube é manter a F1, por muito menos dinheiro, mas a verdade é que sendo totalmente lícita a atitude do BRDC, a verdade é que veio em má hora, pois ainda ontem a Fórmula 1 foi a Londres, já há algum tempo se fala da possibilidade de um Grande Prémio em Londres, e se calhar os homens de Silverstone acham que o seu circuito é mais preciso à F1 do que realidade dita. O próprio Christian Horner disse há dias: “Silverstone devia ser mais cuidadoso com a forma como faz os seus negócios e se Londres for um sucesso, com as recentes alterações legislativas, facilmente se pode avançar para uma corrida citadina” disse Horner. É assim o mundo dos negócios, em que se aproveitam ou desperdiçam oportunidades. Resta saber quem vai ficar a perder mais…










Com tanto bom circuito no Reino Unido não posso acreditar que vão fazer mais um Baku em Londres… Espero que não.
Por acaso Baku foi um espectáculo, se for parecido em termos de espectáculo não me importava pois é isso que me interessa e não se o circuito é x ou y. Só dá para perceber se é bom depois de correrem lá.