Na mesma altura em que a Fórmula 1 visita a Arábia Saudita, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel assumiram posições na defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQ+. Vettel organizou uma corrida de karting com senhoras e Hamilton manteve o design do capacete que usou no Qatar com as cores da bandeira Pride, para além de já ter abordado, em conferência de imprensa, as questões dos direitos humanos no reino saudita.
Jean Todt, em entrevista à CNBC, quando questionado sobre algumas críticas à realização do GP da Arábia Saudita, afirmou que o “desporto automóvel não deve ser usado como plataforma política. Isso é absolutamente essencial. Dito isso, indo a certos países onde existem algumas dúvidas sobre a forma como as coisas estão a acontecer, damos às pessoas a oportunidade de falar, e penso que damos mais alguma visibilidade aos países. Há plena liberdade para qualquer pessoa que queira falar, que se queira manifestar – podem fazê-lo”.
Todt argumentou ainda que na Arábia Saudita, muitos progressos têm sido feitos nos últimos anos em questões de igualdade de género. “Na Arábia Saudita até 2018 não podia acolher um evento internacional porque as mulheres estavam proibidas de conduzir, agora as mulheres podem conduzir, pelo que estão a ocorrer mudanças, mas não nos devemos envolver em assuntos políticos”, afirmou o Presidente da FIA.
Todt ainda acrescentou ainda, que sobre as questões raciais a FIA e a F1 dão espaço aos pilotos para chamar a atenção sobre os problemas. “Antes de cada grande prémio, damos espaço aos pilotos para que possam demonstrar a sua atenção para o problema, mas é claro que é preciso fazer mais”.












