A Mercedes apresentou no primeiro dia do teste do Bahrein uma versão bastante diferente do W13. Rumores apontavam que esta versão seria mais rápida que a utilizada em Barcelona, mas no final dos 3 dias a Red Bull terminou com tempos mais rápidos que a Mercedes.
Helmut Marko desvalorizou o conceito radical apresentado pela Mercedes. “Analisamos mais o desempenho e não foi assim tão impressionante”, disse Marko à publicação austríaca OE24. “O que a Mercedes trouxe parece revolucionário, mas o que importa é o tempo [por volta]. E o mais importante é que fomos novamente os mais rápidos”.
Marko admitiu, porém, que a Mercedes normalmente esconde o seu verdadeiro ritmo durante os testes. “Lembro-me no ano passado, quando a Mercedes também estava atrasada nos testes, mas estamos principalmente preocupados com o nosso carro e estamos a sair-nos bem”, disse o austríaco, acrescentando que “estamos completamente satisfeitos com o novo carro e com todas as atualizações”.













Este palhaço diz sempre que está é preocupado com o carro deles, mas passa a vida a falar do carro dos outros.
A mim parece-me frágil. Uma roda a tocar naquele fundo plano sem um sidepod mais robusto a dar solidez e lá vai toda a lateral. Esta ideia não é nova. Por outro lado estou incrédulo com o efeito de oscilamento: não o detectaram no túnel de vento, nem nos CFD, não o resolveram ou mitigaram desde Barcelona (algo escondido preparado ou apenas muito mau). Tenho dúvidas sobre aquela asa em que estão montados os espelhos e alojam a estrutura de colisão lateral (os sidepod reduzidos só funcionam com aquela asa conforme está desenhada a desviar fluxo de ar para o… Ler mais »
Se conseguirem separar o ar turbulento da roda, o resto não é problemático visto que o volume de ar para o difusor está lá. Já o porpoising, vá-se lá saber se o resolvem ou deixam porque ganham performance.
Esse é outro aspecto importante e diferente de todos os outros: o fluxo de ar que passa a ir diretamente contra os pneus traseiros sem intermediação e trabalho do sidepod. Acho que o Mercedes não vai ter problemas em aquecer os pneus traseiros, ou até consumi-los mais rapidamente.
Porém o efeito oscilatório está a ser o grande entrave para se perceber as capacidades do carro. Nesse sentido, acho que a Mercedes desperdiçou tempo nos testes. Talvez a suspensão dura resolva o problema. Não li nada sobre outras possíveis soluções para essa questão.
O Helmut Marko adora chorar quando “Hamilton continua a provocar Max”, mas depois vem mandar bocas.
A ver se não engole em seco na qualificação do Bahrain se o conceito “não tão impressionante” da Mercedes ficar em primeiro e segundo.
Bonita a homenagem que o Hamilton presta ao grande Valentino Rossi.
A Mercedes nos testes nunca é impressionante…