Demos conta ontem das declarações do responsável pelo inquérito da FIA ao último GP de Fórmula 1 da época passada, em especial ao processo de tomada de decisão da direção de corrida, Peter Bayer. Secretário geral para o desporto da federação, para além de dirigir o departamento de monolugares do mesmo órgão federativo, Bayer afirmou em entrevista que apoia Michael Masi, “mas também que há a possibilidade de haver um novo diretor de corrida”.
Sendo um importante elemento da federação internacional, as palavras de Bayer nesta fase do inquérito são surpreendentes e podem – como parece acontecer – levar-nos a pensar que é isso mesmo que acontecerá. Como tal, a FIA emitiu um comunicado hoje, onde relembra que “não foi tomada qualquer decisão sobre o resultado da análise detalhada atualmente em curso sobre os acontecimentos do último Grande Prémio de Fórmula 1 de Abu Dhabi”, relegando para depois de 18 de março qualquer decisão, como se pode ler em baixo na íntegra.
A situação de Abu Dhabi é complexa e com o passar do tempo provoca cada vez mais embaraço à Fórmula 1 e FIA. Se Michael Masi estava sob pressão das equipas quando devia tomar decisões com tranquilidade, o que podemos dizer do que acontece agora na fase de inquérito a essa situação?
Comunicado da FIA na íntegra:
“Nesta fase, não foi tomada qualquer decisão sobre o resultado da análise detalhada atualmente em curso sobre os acontecimentos do último Grande Prémio de Fórmula 1 de Abu Dhabi. Como anteriormente anunciado, os resultados desta análise detalhada serão apresentados na reunião da Comissão de F1 em Londres, a 14 de fevereiro, após uma discussão aberta com todos os pilotos de F1 e, finalmente, terão de ser aprovados na reunião do Conselho Mundial do Desporto Automóvel a 18 de março no Bahrein, sob a autoridade do Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem”.











