Já tivemos muito boas corridas em 2021, e no passado sempre houve, aqui e ali, belas disputas. Mas a atestar pelo que se viu no Bahrein e Jidá, 2022 vai ser um ano de excelência a esse nível.
Já há quem diga que correr com os atuais Fórmula 1 é quase como fazê-lo no Karting. Passe o exagero e fique a ideia, é muito boa a sensação que estas duas primeiras corridas nos deram a todos, pois é preciso fazer um esforço muito grande para identificar corridas de anos anteriores com tanta animação, quer seja na frente, ao meio ou lá atrás.
Finalmente a Fórmula 1 acertou na mouche com as novas regras, que permitem agora uma filosofia de corrida completamente diferente. Quem o diz é Esteban Ocon, piloto da Alpine.
Já ficou claro que é possível os monolugares rodarem muito mais juntos, o que claramente melhora a qualidade das corridas.
Veja-se por exemplo a luta de Esteban Ocon com o seu colega de equipa, Fernando Alonso, em Jidá, que mostraram, mesmo numa pista como esta, que é agora possível tentativas de ultrapassagem múltiplas a cada volta.
Há um senão, mas os pilotos vão ter que aprender a lidar com isso: é também muito mais fácil, a um piloto que é ultrapassado, acompanhar quem o passou a dar-lhe o ‘troco’ logo a seguir. Veja-se por exemplo o que sucedeu entre Max Verstappen e Charles Lelerc.
Então se houver ativação de DRS pelo meio, ainda mais.
Resumidamente, tivemos duas grandes corridas.
No fim do ano, quando se puder comparar a percentagem de boas corridas da última década de F1 para esta de 2022, desconfiamos que a diferença vai ser abismal. E ainda bem. Finalmente.














