Com os responsáveis da Fórmula 1 em conversações com vista ao regresso da disciplina à África do Sul, os chefes de equipa são na sua maioria a favor do regresso aquele país, mas não à custa de algumas corridas ‘clássicas’ no continente europeu como Spa-Francorchamps, França ou Mónaco.
A rotatividade de alguns GP’s num calendário com 24 corridas já foi colocado como uma opção de alguns dos responsáveis das equipas para acomodar os circuitos mais icónicos da Europa, mas na opinião de Franz Tost, da AlphaTauri, “sem dinheiro, sem corrida, é simples. Se tiverem dinheiro, vamos lá. Se não tiverem dinheiro, não vamos.”
Do lado daqueles que defendem a adoção de corridas rotativas no calendário, Mike Krack é um deles. Krack deu como exemplo o GP da Alemanha, que no passado era realizado em dois circuitos em anos alternados. “Como eu disse, se uma corrida não estiver no calendário um ano, como tivemos no passado com a Alemanha, então acho que está tudo bem”, disse o responsável da Aston Martin.
Otmar Szafnauer concorda com o regresso à África do Sul, mas espera que a Fórmula 1 continue a realizar-se em Spa. “Acho que a Fórmula 1 encontrará um bom equilíbrio, como já foi dito. Pessoalmente, gosto de ir a Spa por causa da pista. Espero que possamos manter essa pista no calendário.”
Muitos dos responsáveis das equipas acreditam que Stefano Domenicali e a sua equipa conseguirão “montar todas as peças do puzzle” e apresentar um calendário equilibrado.
“A Fórmula 1 é um campeonato mundial”, afirmou Frédéric Vasseur, “e penso que faria absolutamente sentido ter uma corrida em África e Kyalami seria, penso eu, um grande evento. Agora não temos de ver isto como uma competição entre Spa e Kyalami, não é de todo o caso, mas é também uma boa sensação para o campeonato ter este tipo de competição. Lembro-me de há uns anos atrás não estarmos nesta forma e temos de apreciar o trabalho feito pelo FOM e pela FIA”.
O atual Acordo da Concórdia permite um máximo de 24 corridas por época, no entanto Domenicali disse acreditar que há potencial para até 30, e isto pode ser um fator chave quando o Acordo terminar em 2025.












