O novo design da asa traseira da Aston Martin, apresentado no GP da Hungria, pode ser utilizado por mais equipas da grelha, mesmo que dificulte corridas mais próximas entre monolugares.
O desenvolvimento da asa traseira da Aston Martin foi seguido de perto pela FIA, que para já, não viu nada de ilegal no uso da asa que pode prejudicar a perseguição de outros carros na esteira do AMR22. As equipas adversárias consideram que se a asa tornar os carros mais rápidos e não for considerada contra os regulamentos técnicos, o design pode ser visto em mais carros da grelha.
“Garanto-vos que, neste momento, há mais nove equipas a testar isso em CFD”, disse Alan Permane, diretor desportivo da Alpine ao Motorsport.com. “Se for mais rápido, imagino que veremos mais nove delas. Não consigo ver porque não aconteceria se fosse completamente legal. Percebo o ponto de vista sobre a intenção dos regulamentos, mas só queremos ser rápidos e fiáveis. Cabe realmente à FIA e à Fórmula 1 resolverem se tiverem contornado [os regulamentos]. Duvido que haja algo que possa ser feito em relação a isso para este ano. Tenho a certeza de que se for mais rápido, muito em breve verá mais deles”.
Laurent Mekies da Ferrari garantiu o mesmo e Christian Horner aproveitou este tema para responder às atualizações apresentadas anteriormente pela Aston Martin e que são muito semelhantes ao design do Red Bull RB18. “Suponho que se estiver de acordo com os regulamentos, isso é o mais importante. Abre outra oportunidade que é interessante. Talvez por uma vez copiamos algo de um Aston Martin em vez de ser ao contrário, nunca se sabe”.
O responsável pela Aston Martin, Mike Krack, pensa que o novo design da asa traseira é apenas uma interpretação das regras e salientou a comunicação com a FIA sobre este componente.










