E se o mundo da Fórmula 1 for abalado com a notícia surpreendente do fim, ou uma pausa, da carreira de Lewis Hamilton depois do que passou esta época? Toto Wolff deixou no ar essa possibilidade na primeira vez que falou aos meios de comunicação social depois do GP de Abu Dhabi. “Espero sinceramente que o Lewis continue a correr, porque ele é o maior piloto de todos os tempos. (…) E penso que como piloto, o seu coração dirá que tem de continuar porque está no auge das suas capacidades. Mas temos de superar a dor que lhe foi causada no domingo, também, porque ele é um homem com valores claros. É difícil de compreender como isto aconteceu”, disse Wolff.
No caso hipotético disso acontecer, quem poderia a Mercedes contratar para colmatar a saída do heptacampeão?
Logo à partida estão Nyck de Vries e Stoffel Vandoorne, com alguma vantagem para o campeão do mundo de Fórmula E, apenas porque é o piloto de reserva da equipa e acabou a época aos comandos do Mercedes no teste para jovens pilotos ainda em Abu Dhabi. A maior questão seria juntar Nyck de Vries com George Russell, numa dupla muito jovem e que teria que começar o ano a apresentar resultados. Vandoorne seria uma boa escolha, mas não tem tanto contacto com o monolugar da equipa como tem De Vries.
Entre pilotos que estão no ativo noutras equipas, seria difícil conseguir contratar em tão curto espaço de tempo. Para 2023 seria possível, para 2022 seria muito complicado.
Charles Leclerc e o grande rival de Hamilton na conquista do título de 2021, Max Verstappen seriam cartas fora do baralho, no entanto Carlos Sainz podia ser uma escolha mais lógica, até porque o contrato com a Ferrari para depois de 2022 ainda não foi assinado. Lando Norris seria complicado negociar com a McLaren e seria a escolha de outro piloto jovem; Daniel Ricciardo desvalorizou depois de uma época menos conseguida, mas tem um contrato estável com a sua equipa. Sebastian Vettel será para manter durante muito tempo na Aston Martin e se Toto Wolff o quisesse mesmo, as contrapartidas para a estrutura de Lawrence Stroll seriam de muitos milhares de euros, assim como seriam para a Alpine no caso de Fernando Alonso. Por falar em Alpine, Esteban Ocon, piloto que já esteve ligado à Mercedes, é uma aposta dos franceses e dispenderam muita energia com o piloto este ano e não veriam com bons olhos uma saída. Valtteri Bottas não deveria estar em equação, já que assinou um contrato multianual com a Alfa Romeo e acabou de sair da estrutura de Brackley. Pierre Gasly tem ligações à Red Bull e seria extremamente complicado desviar o ativo das mãos de Helmut Marko e Christian Horner.
A equipa poderia escolher por um piloto que estivesse sem lugar na Fórmula 1. Nico Hulkenberg, o eterno candidato a uma vaga entre os 20 pilotos da grelha, podia ser um bom substituto de Hamilton, mas apenas por uma ou duas épocas, no máximo; Romain Grosjean teria ainda espaço na F1? E Antonio Giovinazzi, que ainda tem ligação à Ferrari, mas ficou sem lugar para 2022?
Qualquer que fosse a escolha, está visto que caso Lewis Hamilton decida deixar a Fórmula 1, a tarefa da Mercedes nunca seria fácil em tão curto espaço de tempo, ainda para mais num ano em que o regulamento é alterado.
Gostaríamos de saber a opinião dos nossos leitores sobre este tema. Quem seria o melhor substituto de Lewis Hamilton?










