De visita ao Daytona International Speedway antes das 24 Horas de Daytona em janeiro, o responsável da Ford Performance, Mark Rushbrook, afirmou que a marca podia considerar ambas as plataformas das classes principais do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) da FIA e do Sportscar Championship da IMSA – LMH e LMDh, respetivamente – se estivessem interessados no regresso aos protótipos, assim como explicou que o crescente aumento de interesse na Fórmula 1 não podia ser ignorado e também requeria consideração da marca do símbolo oval, num momento em que cresciam os rumores sobre a relação entre Ford e Red Bull. Passado pouco tempo e já com a confirmação da parceria entre as partes na Fórmula 1 para a temporada de 2026, o CEO da Ford, Jim Farley, e Rushbrook descartaram por completo qualquer projeto para a marca vir a competir em LMDh ou LMH.
Para a marca, o novo Mustang GT3 que vai estrear-se em 2024 é o suficiente para as competições de ‘sportscars’, enquanto os programas da Fórmula 1 em 2026 e o atual no WRC cobrem a componente elétrica que a Ford necessita.

“O Mustang inclui as corridas de ‘sportscars’ mundiais, a todos os níveis, desde o básico ao profissional”, disse Rushbrook à publicação MotorTrend. “E podemos fazê-lo com um carro baseado na produção, permitindo-nos beneficiar plenamente da transferência de tecnologia nos dois sentidos e fazer uma ligação significativa aos nossos apaixonados fãs. Os protótipos da IMSA e do WEC acrescentariam um elemento de eletrificação, mas estamos muito satisfeitos com a eletrificação, tanto técnica como de marketing, que temos no WRC com o Puma híbrido e agora na F1”. Reforçando a afirmação de Rushbrook, também Jim Farley explicou que “na Ford não estamos neste momento interessados nos protótipos”.
Recordamos que também a Audi deu prioridade ao programa na Fórmula 1, com a aquisição da Sauber até 2026, fechando por completo um projeto LMDh anunciado anteriormente.










