Vivemos num mundo onde a impunidade reina para quem se acha valente atrás de um ecrã. Os episódios de abusos e ameaças de morte têm-se multiplicado a um ritmo assustador e vários colaboradores da FIA têm sido ameaçados.
Mohammed Ben Sulayem insurgiu-se contra esta prática, cada vez mais comum e afirmou que este tipo de abusos e ameaças são inaceitáveis. O último caso é o de Silvia Bellot, comissária da FIA no GP dos EUA e do México, onde deu que falar a polémica da penalização de Fernando Alonso depois da espetacular recuperação, após acidente com Lance Stroll. Bellot terá sido ameaçada de morte, apesar de pertencer a um quadro de cinco comissários.
Ben Sulayem usou o site da FIA para mostrar o seu descontentamento face a esta situação:
“Recentemente uma das comissárias da FIA, Silvia Bellot, foi alvo de ameaças de morte. É absolutamente deplorável que uma voluntária como a Silvia ou qualquer um dos nossos comissários, que dão o seu tempo para nos permitir correr, sejam objeto de tal ódio. De facto, vários funcionários da FIA também têm sido alvo de assédio e de discurso de ódio nos últimos anos.
É totalmente inaceitável que os nossos voluntários, funcionários e empregados sejam sujeitos a este abuso extremo. Não tem lugar no nosso desporto. Tem um efeito devastador sobre a nossa saúde mental e a dos nossos entes queridos.
Defenderei sempre o meu pessoal e os meus voluntários. E deixem-me ser claro – sem estas pessoas não haveria corridas. Temos de nos perguntar a nós próprios, quem quererá continuar a ser um alto funcionário neste ambiente? A realidade é óbvia – se isto continuar, irá destruir o nosso desporto.
Como árbitro, e como Presidente, espera-se naturalmente que as pessoas discordem das decisões que se tomam. Mas deve esperar que essas opiniões e comentários sejam respeitosos. Isto é cada vez mais raro. Só através de uma abordagem colaborativa conseguiremos uma medida de sucesso no combate a este flagelo no nosso desporto.
Já iniciámos esse processo através das seguintes acções:
- Iniciámos o diálogo com plataformas de comunicação social para desempenhar o seu papel e estamos a começar a trabalhar com os governos e outros organismos de governação desportiva para os reunir de modo a assumirmos fortes compromissos para uma ação conjunta.
- Estamos a encomendar investigação através da Universidade da FIA sobre ódio em plataformas digitais e comentários tóxicos específicos ao desporto. Isto proporcionará uma plataforma para a partilha de conhecimentos, educação e prevenção.
- Estabelecemos uma parceria com a Arwen.ai para utilizar o seu software de IA para detetar e erradicar conteúdos abusivos nos nossos próprios canais.
- Nos próximos meses, lançaremos uma campanha concertada, alavancando o poder e o alcance de toda a nossa federação(…).
Esta campanha irá basear-se no trabalho colaborativo da FIA e da Fórmula 1 através da iniciativa Drive It Out. Falarei mais sobre isto no Grande Prémio de Abu Dhabi, no final deste mês.
As paixões são grandes no desporto, mas o assédio, abuso e discurso de ódio online não devem ser tolerados. Todos no nosso desporto, desde os meios de comunicação, equipas, pilotos e adeptos, têm um papel a desempenhar. Não podemos ignorar isto. Desafio todo o desporto motorizado a tomar uma posição. Temos de o denunciar. Tem de parar.”













Plenamente de acordo, mas a FIA NAO pode ter dois pesos e duas medidas para situacoes iguais ou semelhantes como tem vindo a acontecer.
Este é um dos casos onde não há “mas”. Não pode haver “mas”. Podemos discordar das decisões mas quando existem ameaças destas dizer “de acordo, mas” simplesmente quer dizer que é compreensivel que elas existam porque alguém se sentiu ofendido/prejudicado.
NADA JUSTIFICA AMEAÇAS DE MORTE.
Não tenho por costume utilizar maiúsculas, mas hoje justifica-se. Muitas pessoas levam o desporto demasiado a sério, como se a sua vida dependesse dos resultados dos seus ídolos.
Sim, os comissários erram, os directores de corrida erram, mas os pilotos também erram. São seres humanos, não são robôs
São os chin3s3s, Ru33os, N.Kor3anos e Iranin0s a espalhar teorias da conspiração, ameaças pela internet a fora, e depois e a malta ocidental anda toda desorientada tipo cego no meio de tiroteio!!! E depois individuos tipo Musk querem liberdade total de expressão no Twit3r e internet, ahah, liberdade pra misturar uma tonelada de lixo numa grama de informação fidedigna… Isto está lindo…
Pois… isto é consequência da “filosofia” traçada pela FIA para ser mais popular e gerar mais $$$…
Quiseram trazer todos os possíveis fans e recorreram ao “pote dos malucos” que se encontra nas redes sociais…
Se quiserem acabar com isto… é afastar a F1 desses meios… como sempre esteve…
Estavamos tão bem sózinhos…
Criticar duma forma construtiva sim, ameaças não são para aqui chamadas
Cara FIA
Dado terem iniciado uma postura popular e fanática, onde se incute rivalidade extrema, se tomam decisões polémicas e se debatem causas absurdas – tudo tipo futebolês – depois não se queixem da horda de hooligans que arrebanharam.
‘Futebolizar’ não significa melhorar e evoluir. Só dá mais uns cobres…
A F1, sempre foi excêntrica e exclusivista, para que é que havemos de querer cá os ‘sans coulotte’. Realmente estávamos muito bem antes.
As razões dos ódios e comentários ameaçadores não são fáceis de estabelecer e muito menos de contê-los (a eliminação já não me parece possivel). A extrema polarização feita em redor das lutas entre Max/RB e Lewis/Mercedes foram levadas ao extremo pelos Media e cavalgadas nos mais diversos forums sobre F1 pelos internautas, onde é fácil de ver uma tambem toda uma nova geração de “apoiantes” das corridas de F1 que de automobilismo pouco percebem. Se duvidas houvesse basta ver alguns comentários a esta noticia onde se lê ainda a palavra “mas…” como se pudesse haver desculpa ou justificação para esta… Ler mais »