Kimi Räikkönen foi o mais rápido esta quinta-feira, último dia da primeira fase de testes de pré-temporada da Fórmula 1, realizada no Circuito da Catalunha, em Barcelona. Num dia em que utilizou três tipos de compostos diferentes – médios, macios e ultra-macios – o finlandês melhorou o registo a cada troca de pneus, com os ultra-macios a revelarem-se os mais eficazes, permitindo ao piloto da Ferrari estabelecer, ainda na parte da manhã, aquela que viria a ser a melhor marca do dia, 1m23.477s. Este foi um produtivo dia de testes e que fez esquecer o de ontem, em que o finlandês rodou apenas da parte da tarde. A equipa havia diagnosticado problemas no sistema de combustível no SF16-H , na noite de terça-feira, que na manhã de ontem voltaram a ‘dar sinal’. Porém, hoje tudo funcionou na perfeição no seio da Ferrari.
Daniil Kvyat, que começou o dia com a terceira melhor marca, acabou por o terminar no segundo lugar da tabela de tempos, com 1m24.293s. O piloto da Red Bull só passou a rodar no segundo 24 quando optou por colocar pneus ultra-macios, já na sessão da tarde. A Force India conseguiu o terceiro registo, através de Alfonso Celis, mesmo ao cair do pano, a cerca de 20 minutos do final da sessão. Para isso ‘bastou’ a mudança de pneus macios para super-macios, o mesmo que dizer, de 1m25.874s para 1m24.840s.
Kevin Magnussen começou o dia a colocar o seu Renault na frente, com a marca de 1m25.263s, mas não a viria a melhorar. O dinamarquês rodou com pneus macios durante toda a sessão e foi quem realizou o maior número de voltas ao traçado espanhol esta quinta-feira, 153. Max Verstappen fechou o top 5 e foi o melhor entre os pilotos com pneus médios.
Felipe Nasr, ao volante do seu Sauber, foi sexto, na frente dos homens da Mercedes, Nico Rosberg, sétimo, e Lewis Hamilton, oitavo, pilotos que estiveram mais focados em realizar stints longos e não tanto no cronómetro. Felipe Massa foi nono classificado, num dia em que a Williams esteve apostada em realizar testes aerodinâmicos e, à semelhança da Mercedes, não propriamente preocupada com a tabela de tempos. Esteban Gutierrez e Rio Haryanto estabeleceram o 10º e 11º tempos, respetivamente ao volante dos monolugares Haas e Manor.
Passando para a ‘cauda do pelotão’ e em contraste com a boa performance da Ferrari e Mercedes, a McLaren-Honda teve um dia para esquecer. Uma fuga no sistema hidráulico no MP4-31 levou a que Fernando Alonso realizasse apenas três voltas de instalação esta quinta-feira, antes da equipa decidir retirar a unidade motriz do monolugar para descobrir e resolver o problema, ainda na parte da manhã. O espanhol acabou por não voltar à pista.
Nota também para as três situações de bandeiras vermelhas de hoje. A primeira deu-se quando Rio Haryanto foi embater com o seu Manor nas barreiras de proteção na curva cinco. A segunda quando o Haas VF-16 de Esteban Gutiérrez ficou parado à saída da curva quatro e teve de ser retirado da pista. E a terceira quando o Renault de Kevin Magnussen ficou parado na escapatória de asfalto da curva três.
No capítulo das voltas realizadas, a Mercedes voltou a não dar qualquer hipótese à concorrência. Dividindo os trabalhos entre Lewis Hamilton, de manhã, e Nico Rosberg, à tarde, a equipa totalizou 185 voltas. Rodando apenas meio dia, o britânico foi o quarto piloto que mais voltas fez e o alemão o sétimo.
Em quatro dias de testes as Mercedes nunca terminou na frente, com a Ferrari, através de Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen, a ter os melhores registos em três dos quatro dias de testes de pré-temporada. No outro foi Nico Hülkenberg, da Force India, a realizar o melhor tempo. A explicação é muito simples. Enquanto as restantes equipas realizaram programas que contemplam também o uso de compostos mais macios – macios, super-macios e ultra-macios -, a Mercedes manteve-se sempre ‘fiel’ aos pneus médios. A equipa alemã optou assim por trabalhar apenas as séries longas de voltas, não só para atestar a fiabilidade do seu W07, que como se percebe está pouco menos que à prova de bala, deixando a ‘performance’ lá mais para a frente, mas também para ‘perceber’ melhor o seu carro nas condições que verdadeiramente importam, as corridas. E os W07 têm estado tão fiáveis que levaram a Mercedes a mudar o programa de testes depois de Hamilton e Rosberg terem admitido estarem com algumas dores depois de realizarem muitos quilómetros nos primeiros dois dias de testes. Lá mais para a frente é natural que Hamilton e Rosberg também façam experiências com os compostos mais macios, mas para já a ‘ordem’ é endurance…
Piloto/Equipa/Tempos finais/Voltas/Composto
1 – Raikkonen, Ferrari 1m23.477s (80) Ultra-macio
2 – Kvyat Red, Bull 1m24.293s (96) Ultra-macio
3 – Celis, Force India 1m24.840s (75) Super-macio
4 – Magnussen, Renault 1m25.263s (153) Macio
5 – Verstappen, Toro Rosso 1m25.393s (110) Médio
6 – Nasr, Sauber 1m26.053s (121) Macio
7 – Rosberg, Mercedes 1m26.187s (86) Médio
8 – Hamilton, Mercedes 1m26.295s (99) Médio
9 – Massa, Williams 1m26.483s (54) Macio
10 – Gutierrez, Haas 1m27.802s (89) Médio
11 – Haryanto, Manor 1m28.266s (51) Macio
Alonso, McLaren (3) Sem tempo
Tempos por composto:
Ultra-macio:
1 – Raikkonen, Ferrari 1m23.477s (80)
2 – Kvyat, Red Bull 1m24.293s (96)
Super-macio:
1 – Celis, Force India 1m24.840s (75)
Macio:
1 – Magnussen, Renault 1m25.263s (153)
2 – Nasr, Sauber 1m26.053s (121)
3 – Massa, Williams1m26.483s (54)
4 – Haryanto, Manor 1m28.266s (51)
Médio:
1 – Verstappen, Toro Rosso 1m25.393s (110)
2 – Rosberg, Mercedes 1m26.187s (86)
3 – Hamilton, Mercedes 1m26.295s (99)
4 – Gutierrez, Haas 1m27.802s (89)
Número de voltas realizadas:
Magnussen, 153
Nasr, 121
Verstappen, 110
Hamilton, 99
Kvyat, 96
Gutierrez, 89
Rosberg, 86
Raikkonen, 80
Celis, 75
Massa, 54
Haryanto, 51
Alonso, 3












