O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 está mesmo na reta final, com o Grande Prémio de Abu Dhabi a marcar o fecho de época, num ano de 2015 em que a McLaren-Honda regressou à competição e que passou e ‘fez’ passar os seus pilotos por tempos difíceis.
Para Fernando Alonso, “este foi um ano duro, em que estivemos a lutar com questões de ritmo e a fiabilidade, por isso foi um ano difícil para nós”, mas confessa que “foi um passo em frente e necessário na minha carreira depois de cinco anos fantásticos, lutando pelo título, mas terminando sempre em segundo. Precisava de um novo desafio, aprendi muito com a McLaren e a Honda, com a cultura japonesa e o seu modo de trabalhar. Continuo feliz e ansioso pelo próximo ano”, explicou.
“Neste momento há a questão de assinalar onde a McLaren-Honda poderá estar no próximo ano. Há muita expectativa na equipa, temo-nos mantido unidos em todo o período de dificuldades ao longo deste ano e o objetivo é voltar onde pertencemos, que é a lutar pelas posições de topo. Mas não sei se isso é lutar pelo campeonato, por ganhar corridas ou apenas pódios. Temos alguns grandes desafios pela frente este inverno mas vendo o que a equipa tem feito ao longo do último par de meses é tudo muito lógico, por isso estou confiante de que estaremos numa posição muito melhor no próximo ano”, acrescentou.
Em relação ao campeonato de Construtores, em que ocupam a nona posição, “não sei se poderemos desafiar a Sauber (ndr. Oitavo no campeonato), mas é improvável dado estarem nove pontos à nossa frente. Apenas pontuamos em três ou quatro ocasiões, por isso pontuar dez pontos em apenas uma corrida será difícil. Tentaremos dar o nosso melhor mas a nossa mente está já focada no próximo ano.”
Quanto ao facto de a comitiva da Fórmula 1 se deslocar a Abu Dhabi, o britânico destacou que “quando vamos para outros países abrimos o desporto a outras pessoas e gerações, por isso é também um bom sentimento. Estamos a viajar um pouco mais, comecei a competir com 16 corridas, no próximo ano serão 21, a maioria das quais fora da Europa, por isso é duro, mas é esse o caminho que o desporto está a seguir”, finalizou.











