F1: Wolff defende Antonelli: “a minha crença está nele a 100%, erros são parte da aprendizagem”

Por a 3 Setembro 2025 14:50

O diretor da Mercedes, Toto Wolff, veio a público manifestar o seu apoio incondicional a Kimi Antonelli, após um fim de semana particularmente desafiante para o piloto estreante no Grande Prémio dos Países Baixos de F1. Wolff sublinhou a inevitabilidade de erros no percurso de adaptação à Fórmula 1, reforçando a aposta a longo prazo no jovem italiano.

Uma temporada de altos e baixos para Antonelli

A primeira temporada de Antonelli na F1 tem sido marcada por uma montanha-russa de emoções. Registos notáveis incluem a sua primeira pole position na corrida Sprint de Miami e um pódio histórico no Canadá. Contudo, estes feitos foram intercalados com incidentes, como a colisão na primeira volta com Max Verstappen na Áustria, que evidenciam a curva de aprendizagem pela qual o piloto está a passar.

O acidente em Zandvoort: um desafio adicional

No regresso da Fórmula 1 da pausa de verão, em Zandvoort, Antonelli encarava as últimas dez rondas como “um novo começo”. No entanto, os seus esforços foram rapidamente comprometidos por uma saída de pista durante o primeiro treino livre. Após ser eliminado na Q2 da Qualificação, o piloto da Mercedes conseguiu ascender aos lugares pontuáveis na corrida de domingo. Contudo, uma tentativa de ultrapassagem a Charles Leclerc pelo quinto lugar, nas voltas finais, culminou num incidente, enviando o piloto da Ferrari para um pião e, subsequentemente, para o muro.

Antonelli foi penalizado com dez segundos pelos comissários desportivos, caindo para a 16.ª posição. Este episódio gerou um intenso debate e várias questões dirigidas a Toto Wolff na sessão de imprensa pós-corrida.

A filosofia de Wolff: arriscar e aprender

Wolff recordou o compromisso assumido em Monza no ano anterior: “Quando deixámos claro que lhe daríamos a oportunidade, dissemos também que lhe concederíamos um ano de aprendizagem, e que haveria momentos em que puxaríamos os cabelos, e outros de brilhantismo.” O diretor da Mercedes considera que o fim de semana em Zandvoort “resume bem isso”, com o erro no TL1 a colocá-lo em desvantagem, seguido por “momentos de grande pilotagem” na corrida.

“Uma vez em pista livre, estava atrás do McLaren, o carro mais rápido, recuperou, e depois esteve novamente envolvido naquele acidente que, infelizmente, significou o fim da corrida para o Charles e também para o Kimi. Mas queremos que ele arrisque as ultrapassagens, obviamente”, afirmou Wolff, justificando a sua postura.

Questionado sobre o incidente com um Ferrari a uma semana do Grande Prémio de Itália em Monza, Wolff defendeu que os fãs preferem ver pilotos a “pressionar até ao limite e, por vezes, para lá dele” do que a serem “hesitantes” nas suas ações. “Os fãs italianos querem um piloto italiano que lute, que leve o carro ao limite e, por vezes, para lá do limite. Foi o que aconteceu hoje”, disse, reiterando que, apesar de a equipa não desejar acidentes, o risco faz parte da competição.

A visão a longo prazo e a comparação com Verstappen

Com a Mercedes fora da luta pelo Campeonato de Construtores este ano, Wolff minimizou a relevância dos “dramas” de Antonelli, focando-se no próximo ano, quando “será importante somar pontos”. “Queremos ter um piloto com velocidade, que seja rápido, que aprenda, que some pontos, mas todos os grandes [pilotos] cometem erros”, comentou, traçando um paralelo com a chegada turbulenta de Max Verstappen ao desporto numa idade semelhante.

“É difícil comparar agora porque o Max teve um ambiente diferente na Toro Rosso no início, mas também houve momentos em que se disse: ‘Foi um grande erro'”, explicou Wolff. “O Kimi, com 18 anos, lançado nesta equipa gigantesca, a representar a Mercedes, vai cometer erros. Esperemos que menos erros no próximo ano e que some mais pontos. Mas a minha crença está nele a 100% a longo prazo, erros são apenas parte da aprendizagem.”

FOTO Phillippe Nanchino/MPSA

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4 comentários

  1. Cágado1

    3 Setembro, 2025 at 23:12

    Acho muito bem que o Wolff mantenha o apoio aà sua crença e não desista já. O que eu não entendo foi que dados teve ele para construir a sua crença – é que ainda vi muito poucos. Certamente tem mais dados e capacidade de análise do que eu, mas as minhas dúvidas mantêm-se. O futuro cá estará para as eclarecer.

  2. NOTEAM

    4 Setembro, 2025 at 9:28

    Começou muito bem mas entretanto caiu a pique. A sua performance começou a cair, por altura em que os rumores de uma eventual ida do Max para a Mercedes atingiram o seu ponto alto, será uma coincidência ou isso abalou mesmo a confiança do piloto?
    Apesar de tudo, mesmo não sabendo o que vai acontecer até ao final do ano, parece-me claro que o Kimi não estava preparado para assumir uma posição numa equipa com a envergadura da Mercedes, por vezes o risco não compensa.
    Resta ao Toto Wolff tentar recuperar o seu piloto, dando-lhe toda a confiança que necessita, mas este mundo da F1 é cruel, e se o Kimi não começar a apresentar resultados rapidamente, forçosamente terá de ceder o seu lugar a alguém melhor preparado.

  3. Canam

    4 Setembro, 2025 at 10:36

    Claro que defende a escolha dele. Mas que este piloto italiano, sendo joventissimo não é nada do estratosférico que muita media se apressou a dizer, é um facto. Os foras de série notam-se logo.

  4. Pity

    4 Setembro, 2025 at 11:22

    O Toto Wolff viu o que nós não vimos, porque só o vimos na F2, numa Prema irreconhecível, mas parece que o miúdo ganhou todas as fórmulas iniciais. Mesmo o pai do Bortoleto que, neste caso, considero insuspeito, diz que ele é muito bom.(https://www.youtube.com/watch?v=g71M6MsQxig, a partir do minuto 26).
    O futuro dirá.

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