A Williams enfrenta uma crise de competitividade no arranque da era regulamentar de 2026, com os antigos pilotos Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya a criticarem duramente a equipa de Grove. O novo monolugar, o FW48, é apontado como o “maior fracasso” da temporada devido a um alegado excesso de peso que poderá atingir os 30 quilos acima do limite mínimo. 30 kg extra significam entre 0,9s a 1,0s por volta, dependendo dos circuitos. Na F1, é uma ‘eternidade’.
O início da nova fase da Fórmula 1 tem sido penoso para a histórica estrutura britânica. Apesar de Carlos Sainz ter somado os primeiros pontos na China, o nono lugar do espanhol deveu-se, em grande medida, ao elevado número de abandonos em Xangai. Os problemas começaram logo em janeiro, quando a Williams falhou o shakedown em Barcelona, alimentando rumores de que o carro estaria severamente acima dos 768 kg regulamentares.
Críticas severas de antigos pilotos
Ralf Schumacher, em declarações ao podcast Backstage Boxengasse, não poupou a equipa. “Diria que a Williams é o maior fracasso. Quando se considera o motor que têm atrás e o que estão a fazer com ele, um carro que parece estar quase 30 kg acima do peso é um verdadeiro fiasco”, afirmou o alemão.
Por sua vez, Juan Pablo Montoya defendeu medidas drásticas na gestão técnica. Em declarações ao jornal AS, o colombiano comparou a situação ao comando de um navio: “Se és o capitão de um cruzeiro e afundas o navio, és despedido. Alguém tem de assumir a responsabilidade por este erro”.
James Vowles aposta na pausa de abril
O chefe de equipa, James Vowles, admitiu que o excesso de peso é um facto e que a estrutura precisa de “cada hora” da pausa de abril — motivada pelo cancelamento dos Grandes Prémios no Médio Oriente — para recuperar. “Este período serve para avaliar o que podemos mudar. O foco será reduzir a massa do carro de forma sensata”, explicou Vowles, prometendo atualizações para o Grande Prémio de Miami.
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