Equipa cumpre programa completo, mas admite déficit nas primeiras corridas
A Williams encerrou a pré‑época de 2026 com um programa sólido de testes no Bahrein, acumulando elevada quilometragem e cumprindo integralmente o plano de trabalho delineado, apesar de reconhecer que o FW48 ainda está aquém do nível de performance desejado. Depois de ter falhado o shakedown de Barcelona, a equipa aproveitou ao máximo os seis dias em Sakhir, chegando ao ponto de ser limitada apenas por pneus e tempo em pista, e não por problemas de fiabilidade.
No último dia, Carlos Sainz completou 141 voltas no Bahrain International Circuit, equivalente a 763 quilómetros, assinando a melhor marca da Williams com 1m34,342s. No total da dupla sessão de testes, a formação de Grove somou 790 voltas e mais de 4 200 quilómetros, o terceiro registo mais elevado entre as 11 equipas presentes.
Vowles assume “contra‑pé” e aponta a desenvolvimento agressivo
James Vowles, diretor‑de‑equipa, classificou o teste como “mais um dia sólido” e sublinhou que a Williams conseguiu executar o programa na totalidade, recuperando parte do atraso acumulado no arranque da preparação. Contudo, admitiu que a equipa “se colocou em contra‑pé” e que existe um caminho significativo a percorrer para extrair todo o potencial do monolugar.
Vowles fala num “programa agressivo” de desenvolvimento para os próximos meses, com o objetivo de recuperar o tempo por volta perdido, em parte associado ao excesso de peso do FW48, que deverá ser mitigado com as primeiras evoluções da temporada. O britânico reforça que Melbourne será o primeiro verdadeiro momento de avaliação da competitividade relativa da Williams face ao restante pelotão.
Sainz e Albon preparados, mas com expectativas contidas
Carlos Sainz descreve os seis dias no Bahrein como “um dos testes mais interessantes e desafiantes” da sua carreira, pelas novas regras e pelo volume de trabalho necessário para compreender o carro. O espanhol destaca a “evolução significativa” desde o primeiro dia, mas admite que a equipa entra na primeira metade do ano com expectativas mais baixas do que em 2025, consciente de que o arranque será feito em ligeiro défice.
Alex Albon considera que o teste foi “relativamente tranquilo”, realçando o número de voltas completadas e o facto de a equipa ter conseguido testar tudo o que estava previsto. O tailandês reconhece, porém, que ainda há “muito desempenho por encontrar” e que o foco agora passa por maximizar os dias que restam até ao Grande Prémio da Austrália para preparar da melhor forma a estreia competitiva de 2026.










