O acidente de Henrique Chaves nas 6h de Monza foi assustador e provocado pelos limitadores de pista (sausage kerbs) que têm sido muito criticados pelos pilotos. Estes limitadores, cuja função é a de evitar que os pilotos ultrapassem os limite de pista, têm sido “rampas de lançamento” em alguns acidentes, com carros a levantarem voo depois de passarem por cima destes limitadores. O caso de Chaves é sintomático, com o piloto português a perder os travões na entrada para a Variante della Roggia, um incidente que poderia ter tido consequências bem menores, não fossem os limitadores.
Lando Norris, numa coluna no The Telegraph, pede para que esses limitadores sejam retirados de uma vez por todas:
“Felizmente, apesar de uma das portas do carro ter sido cuspida, e de haver destroços a voar por todo o lado, Chaves foi capaz de sair ileso”, escreve Norris no The Telegraph. “Mas o carro nunca deveria ter levantado voo. Certamente não de uma forma tão violenta. Estas coisas são sempre mais complexas do que parecem, mas há uma coisa que me preocupa: os limitadores. Fui crítico em relação aos limitadores no passado, mas penso que é altura de agirmos e de os retirarmos do nosso desporto. O acidente de Chaves foi o segundo grande acidente em duas semanas após o incidente na corrida de Fórmula 2 em Silverstone, quando o carro de Dennis Hauger levantou voo, colidindo com o Halo do rival Roy Nissany. Mais uma vez, felizmente, ambos os pilotos conseguiram sair ilesos, mas já vimos outros pilotos feridos no passado. Em 2019, Alex Peroni teve um grande acidente quando bateu num limitador durante uma corrida de F3. Isso terminou a sua época. Com os carros de Fórmula 1 mais baixos do que nunca, e mais duros do que nunca, temos de agir porque quando os carros batem nesses limitadores, podem ser lançados ao ar. Os carros podem também ressaltar, o que pode ser muito doloroso nas costas. O acidente de Chaves é um lembrete de que não podemos deixar que isto se arraste. Questões como os limitadores são, pelo menos aos meus olhos, um tópico crítico que precisamos de resolver mais cedo possível.”












