Após a apresentação de ontem do Williams FW44, Nicholas Latifi e Alexander Albon admitiram que pelo trabalho em simulador e no shakedown, a visibilidade nesta nova geração de monolugares foi afetada pelos novos pneus de 18 polegadas e defletores nas rodas, assim como tinha dito anteriormente, Max Verstappen.
“A visibilidade é definitivamente pior em algumas curvas” afirmou Nicholas Latifi. “Acho que depende apenas do tipo de curva, do ângulo do volante e para onde estamos a olhar. Penso que isso será apenas algo que todos temos de nos habituar, mas há definitivamente casos em que se vê menos, com certeza”.
Albon, que regressou ao papel de piloto principal na Fórmula 1 este ano, acredita que a questão pode agravar-se ainda mais em circuitos citadinos como no Mónaco.
“Hoje, tivemos uma espécie de pior com um dia escuro, sombrio e húmido em Silverstone, mas não foi assim tão mau”, explicou Albon. “Penso que vamos ter que nos esforçar mais quando formos para os circuitos citadinos. Quando estivermos no Mónaco, Baku e Jidá, vai ser complicado. Em pista aberta, podemos ver muito à nossa frente. Com os ângulos mortos do pneu e todos os defletores, tira-se muito dessa visão quando vemos a curva. Por isso, o que acaba por se ter de fazer é olhar para depois da curva, no entanto, em circuitos citadinos, obviamente depois de um muro, só há mais muro, pelo que não se pode ver muito à frente. Acho que isso vai ser o mais complicado”.
Já Max Verstappen na apresentação do “show car” da Red Bull expressou a sua preocupação com a dificuldade de ver o apex das curvas: “Não tenho rodado muito no simulador, mas o que andei deu para perceber que com estes grandes pneus vê-se menos da pista e por isso é mais difícil acertar no apex”.
Mais trabalho de adaptação para os 20 pilotos do pelotão de 2022.











