Valtteri Bottas estreou-se na Fórmula 1 em 2013 com a Williams e aos 23 anos de idade o finlandês vinha cotado pelo próprio patrão, Frank Williams na altura, como um dos melhores jovens pilotos que ele já tinha visto. Tinha realizado 15 treinos livres no ano anterior na vez de Bruno Senna e em 2013 tirou mesmo o lugar ao brasileiro como piloto oficial da Williams. Tinha chegado a hora de Bottas provar a Sir Frank Williams o que realmente valia depois de ter vencido o GP3 em 2011.
Após ter somado 4 pontos na sua época de estreia, Bottas alcançou o quarto posto do mundial e revelando-se um piloto a ter em atenção. No entanto, durante esse ano o piloto finlândes passou por alguns problemas fora de pista. Revela agora Bottas, que suspeita de ter sofrido de um distúrbio alimentar e que precisou de ajuda psicológica, em resultado da pressão sofrida e do acidente de Jules Bianchi.
Alimentando-se apenas de brócolos, “treinei para sentir dor física e mental”, admitiu o piloto ao Helsingin Sanomat. “As coisas descontrolaram-se e tornou-se num vício. Nenhum distúrbio alimentar foi oficialmente diagnosticado, mas certamente que o foi. Não era muito saudável. Eu queria ser o melhor, e achei que o devia fazer. Se a equipa diz que tenho de pesar 68 quilos e eu, naturalmente, pesava 73 quilos, então fazia tudo o que podia para o conseguir”.
Com o acidente de Jules Bianchi em outubro desse ano, Bottas explicou que “precisava de um psicólogo para me ajudar a recuperar, cuja primeira avaliação que fez de mim foi que eu era quase como um robot, que só queria atingir o meu objetivo e não mostrava qualquer emoção”. O piloto finlandês admitiu ainda que nessa fase da sua carreira, ”não tinha outra vida além da F1”.
Muitos anos depois, e com uma passagem pela Mercedes, Bottas viu-se obrigado a procurar novamente ajuda devido às dúvidas sobre o seu futuro, que acabou por passar pela Alfa Romeo.











