Os homens da Mercedes não estão muito contentes com Valtteri Bottas depois da sua prestação no México. Contudo, valha a verdade, não foi pelo finlandês que a Mercedes perdeu a corrida de forma tão clara.
É verdade que Bottas podia ter feito mais na partida, depois da sua fantástica pole position. Contudo, foi mais azar da Red Bull devido ao incidente com Yuki Tsunoda, do que mérito da Mercedes e isso ficou claro na corrida.
Na partida, Hamilton podia ter tido um ‘reboque’ de Bottas, mas foi Verstappen que o aproveitou e a maior coragem na travagem do holandês deu-lhe a liderança.
É verdade que o posicionamento de Valtteri Bottas em pista não foi o melhor, e com Hamilton por dentro a pista suja iria sempre ‘tramá-lo’ o que não sucedeu do lado esquerdo do finlandês, com um Max Verstappen muito forte.
Depois, veio Daniel Ricciardo e a corrida de Bottas, ‘acabou’.
Tudo junto, não foi um bom dia para Bottas, mas o facto da Mercedes ter sido cerca de meio segundo mais lenta que a Red Bull durante a corrida, essa sim, foi a verdadeira razão da derrota, e é disso que a Mercedes deve estar preocupada. A prestação de Bottas até à primeira curva só veio acelerar, e provavelmente tornar bem mais evidente, a derrota. A verdade é que Max Verstappen foi tão dominante como nas duas corridas na Áustria, e em Zandvoort.
Também é verdade que Toto Wolff reconheceu que os Mercedes não teriam ganho, mesmo que tivessem conseguido passar a primeira curva nas duas posições de liderança.
Depois do pico da Mercedes na Rússia e na Turquia, deve ter sido complicado para os homens de Brackley ver a vantagem que a Red Bull ainda tem.
Só que há um pormenor que ajudou a Red Bull no México e que não acontecerá no Brasil: A Cidade do México tem a maior altitude de uma pista da F1, 2.285 metros acima do nível do mar e isso significa que as equipas podem correr os níveis de downforce do Mónaco, mas ainda assim atingir os 300 Km/h na longa reta, porque o ar mais fino reduz o arrasto, e embora a excelente asa traseiras da Red Bull, ajudou-os muito.
Também ajudou a Honda a fazer uso da transferência de tecnologia dos seus próprios motores a jato, para lidar melhor com uma altitude tão elevada ao nível do solo. E isso fez uma combinação irresistível, quando acrescentada à vantagem aerodinâmica que o RB16B teve toda a temporada sobre o W12 da Mercedes.











