F1: Uma nova forma de tomar decisões

Por a 8 Abril 2021 10:15

A F1 tornou-se conhecida pelos egos, pelas lutas políticas que levaram muitas decisões a serem tomadas para benefício de poucos, sem pensar no bem comum e na sustentabilidade do desporto.

Essa forma de tomar decisões parece estar, por enquanto, esquecida, pois temos visto mudanças que já há muito eram pedidas, mas que sempre foram adiadas por não favorecerem os interesses de algumas equipas, normalmente as maiores do paddock. O limite orçamental é o exemplo mais flagrante, uma regras que já foi tentada várias vezes no passado, sem sucesso, e que agora está em vigor e torna a F1 mais sustentável e mais interessante a investimentos externos. Mesmo a questão das corridas sprint que serão experimentadas este ano, dificilmente este formato veria a luz do dia no passado, com as grandes equipas a não gostarem muito de verem a sua posição ameaçada.

Atualmente pensa-se no futuro da F1 como nunca antes se pensou e isso deve-se ao trabalho da Liberty que, com muito esforço, conseguiu mudar o paradigma.

Martin Brundle, ex-piloto e comentador está agora muito mais optimista quanto ao futuro da F1:

“O bom senso está agora mais presente”, disse Brundle ao Autosport.com. “É assim que eu vejo as coisas porque simplesmente não se podia continuar a gastar centenas de milhões de libras por ano para ter dois carros em pista. Precisava de ser resolvido. Penso que a pandemia focou também a atenção de algumas pessoas importantes a esse respeito. A F1 é agora mais atraente para patrocinadores e fabricantes com uma base de custos credível. Chase Carey [antigo CEO da F1] fez um trabalho muito bom nos últimos anos em que lá esteve. Não tenho a certeza se eles [Liberty] compreenderam de todo a F1 [quando começaram], acho que ficaram bastante chocados. Eles pensaram que podiam mudar muitas coisas muito rapidamente.”

“Mas tivemos o limite de custos [a ser acordado], o Pacto de Concórdia, a nivelar o jogo, projetar e colocar em práticas os planos para o novo carro para o próximo ano além de outras mudanças que tornam a corrida mais excitante, para que se possa ter um AlphaTauri ou um Racing Point a ganhar uma corrida novamente, como fizeram no ano passado. Estou mais confiante no futuro da F1 agora“, acrescentou ele.

“Penso que a [F1] está em muito boa forma para avançar. Há cinco anos atrás, estava profundamente preocupado . Penso que o Bahrein sublinhou muito bem essa confiança que agora se vive.”

Há claramente uma F1 mais saudável agora, mais aberta, mais atrativa para fãs, marcas e investidores. O presente ainda não é o ideal, mas vemos trabalho para um futuro melhor. Um trabalho que faz sentido, que entusiasma e que acima de tudo tem em conta as forças, mas acima de tudo as fraquezas do desporto, tentando minimizar as últimas. A Liberty demorou a encontrar o rumo, mas graças ao seu trabalho, a F1 tem agora motivos para sorrir e encarar o futuro com um otimismo que não existia antes.

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