O traçado exterior do Circuito Internacional do Bahrein trouxe novos desafios e proporcionou uma corrida interessante. Não é descabido pensar que poderá volta a ser usada.
A F1 já entendeu que a qualidade das corridas não depende apenas dos carros, mas também das pistas. 2020 permitiu que o Grande Circo visitasse traçados há muito afastados, ou que foram estreias e é fácil chegar à conclusão que essas pistas deram boas corridas, de tal forma que a filosofia usada para desenhar traçados para a F1 será revista.
Tal como, Mugello, Imola e Portimão, o traçado exterior da pista do Bahrein, com a volta mais curta de sempre da F1, trouxe novos desafios que apimentaram a prova. Os Safety Car que afetaram a corrida foram motivados pelas características da pista, tal como o desfecho surpreendente. A volta curta deu dores de cabeça para encontrar o momento certo para a entrada nas boxes e o erro da Mercedes foi exacerbado por esse mesmo fator. As poucas curvas do traçado e a sua fluidez permitiram nivelar também , de certa forma, a performance dos carros.
A FIA e a F1 devem aproveitar este ano para pensar de outra forma no calendário. A questão financeira é importante, mas a questão desportiva deve ter mais impacto e boas corridas devem ser mais importantes que bons encaixes. Só com boas corridas a F1 poderá fidelizar novos fãs e chamar de volta outros que já conhecem. Só com boas corridas as pessoas terão vontade de ver e comentar, valorizando a marca F1 e as equipas. Boas corridas não permitem encaixes financeiros imediatos, mas permitem algo mais importante que é manter acesa a chama dos fãs e isso garante a sustentabilidade e o futuro do desporto. E isso só se consegue com boas pistas.










