Toto Wolff afastou os rumores sobre uma eventual saída da Mercedes, garantindo que a venda de uma parte da sua participação na equipa não tem qualquer relação com o seu futuro como diretor de equipa. O austríaco sublinha que continua plenamente comprometido com o projeto, mesmo que a estrutura acionista tenha sofrido um reajuste.
As dúvidas surgiram em Las Vegas, após ser divulgado que Wolff vendera 15% da sua participação na estrutura que detém a sua fatia da equipa a George Kurtz, CEO da CrowdStrike, o que na prática corresponde a cerca de 5% da Mercedes F1. Perante especulações sobre planos de sucessão, Wolff esclareceu que a operação é estratégica, ligada à valorização da equipa e ao reforço da presença no mercado norte‑americano, num contexto em que a Mercedes é avaliada em cerca de 6 mil milhões de dólares e a Fórmula 1 atravessa um forte ciclo de crescimento impulsionado pelo teto orçamental e pela expansão global do campeonato. Segundo o dirigente, a estabilidade financeira proporcionada pelas regras atuais tornou a equipa num ativo comparável às grandes franquias desportivas dos EUA, com espaço para continuar a crescer.

“Não tenho qualquer plano para vender a equipa nem qualquer plano para deixar o meu cargo. Estou, na verdade, num bom momento e a desfrutar disto. E, enquanto sentir que estou a contribuir, e os outros sentirem que eu estou a contribuir, não há razão para pensar nesse sentido.
O que fiz esta semana, na minha holding de investimento, foi vender algumas ações ao George, que é um piloto, um empreendedor tecnológico, alguém que nos vai ajudar a alavancar o mercado dos Estados Unidos. Essa foi a razão por detrás do negócio e nada mais. Se alguém nos tivesse dito há cinco anos quais seriam as valorizações atuais, nunca acreditaríamos. Mas é um simples exercício baseado na rentabilidade das equipas.”
“Por causa do teto orçamental, o nosso modelo de negócio mudou de forma fundamental. Em vez de gastarmos mais do que os outros, estamos simplesmente protegidos de nós próprios. Se continuarmos a tentar perceber o que torna o desporto agradável e entretido, e a colocar em pista um grande espetáculo, não há razão para que o desporto não continue a crescer como tem crescido.”










