Toto Wolff revelou que a renovação de contrato de Valtteri Bottas com a Mercedes está apenas sujeita a meros detalhes da assinatura. O piloto finlandês chegou à Mercedes este ano para substituir Nico Rosberg e assinou apenas por uma época. Mas depois de duas vitórias e de ser terceiro no campeonato a equipa alemã não quer deixar fugir Bottas.
“Queremos continuar com o Valtteri no próximo ano. Faltam apenas alguns detalhes pequenos para assinar. A possibilidade de ele continuar no próximo ano é muito grande”, afirmou Wolff.
Desde que se estreou na Fórmula 1 em 2013, com a Williams, que o finlandês é um valor seguro na F1, e a Mercedes, quando recorreu aos seus serviços depois de Rosberg ter batido com a porta, sabia que tinha nele um piloto fiável e capaz de conseguir bons resultados, até porque Toto Wolff era então o seu empresário e a Mercedes tinha acesso à sua telemetria, uma vez que disponibiliza as suas unidades de potência à formação de Grove.
Contudo, dar um salto de uma equipa do meio do pelotão – que de facto é isso que a estrutura de Frank Williams é hoje em dia – para uma escuderia de ponta, é um passo enorme, um desafio maior que muitos pensam, e nem sempre um piloto com potencial se adapta à exigência dos resultados terem que aparecer consistentemente – basta recordar a temporada de Sergio Pérez na McLaren.
Bottas, porém, tem vindo a mostrar uma adaptação crescente à sua vida na equipa que venceu todos os títulos desde 2014, absorvendo compulsivamente os métodos de trabalho da formação, o que lhe permite mostrar-se competitivo e, por vezes, revelar-se como o piloto de ponta da Mercedes. Não é anormal Lewis Hamilton ter alguns fins de semana em que não está no seu nível habitual, o que já aconteceu este ano – sobretudo na Rússia, Mónaco, Áustria e na Hungria – tendo o finlandês liderado a oposição dos Flechas de Prata e acabando mesmo por vencer em Sochi e no Red Bull Ring.
A rápida adaptação do seu novo recruta acabou por ter um efeito colateral para os homens da Mercedes, uma vez que este colocou-se na corrida pelo título –está no terceiro posto a 33 pontos de Vettel – e num campeonato que poderá se disputado até ao último instante e em que todos os pontos poderão contar, a equipa de Brackley já deixou de maximizar a pontuação de Hamilton para não prejudicar Bottas, sendo
o exemplo mais claro o de Hungaroring, ao passo que a Ferrari joga todas as suas fichas em Vettel .









