Um dos cenários em cima da mesa, passa pela Fórmula 1 ser forçada a tornar-se numa espécie de Super Fórmula 2. Quem o diz é o presidente da FIA, Jean Todt, depois de questionado quanto à possibilidade de várias equipas baquearem face à pandemia de Covid-19. Há muito defensor da redução de custos no desporto, Jean Todt deixou claro caso se chegue ao pior dos cenários, tudo terá que mudar drasticamente na Fórmula 1: “Caso isso sucedesse, teríamos de colocar aos detentores de direitos comerciais questões de princípio como, por exemplo: Como deve ser a Fórmula 1 do futuro? Na pior das hipóteses, a Fórmula 1, tal como a conhecemos hoje, já não seria possível. Com um limite de custos de 50 milhões de dólares sem exceções, nada seria como dantes. Seria uma Fórmula 1 completamente nova. Uma espécie de Super Fórmula 2”, disse Jean Todt, que tem visto a enorme luta travada nas reuniões da F1, onde há duas fortes barricadas. A Red Bull e a Ferrari, que querem gastar o máximo possível, a Mercedes que compreende ser necessário trazer o orçamento para níveis que sejam aceitáveis para todos e depois um conjunto de equipa que quer, por necessidade o estratégia, aproveitar para reequilibrar o plantel diminuindo capacidades aos mais ricos.
Previsto para ser introduzido em 2021, a limitação de custos da F1 tem sido um sério ponto de discórdia entre as equipas, e depois de ter sido reduzido de 175 milhões de dólares, o ponto de partida, para 145 milhões, há ainda várias equipas mais pequenas que querem equilibrar ainda mais o campo financeiro, colocando-o nos 100 milhões de dólares. Caso a crise se agudize, nem esta última fasquia será possível, e daí a ‘tal’ Super Fórmula 2.











