Tudo leva a crer que a temporada de 2024 está a recomeçar da mesma forma que a última terminou, ou seja, com Max Verstappen e a Red Bull bem na frente do pelotão. O tricampeão mundial foi o mais rápido no primeiro dos três dias de testes no Circuito de Sakhir, que recebe a primeira corrida da temporada na próxima semana. A melhor volta de Verstappen foi 1:31.344, quase um segundo e meio mais rápida do que o seu melhor tempo (1:32.837) no primeiro dia do teste do ano passado no mesmo circuito. Embora seja verdade que os tempos de teste têm de ser tomados com uma ‘pitada de sal’, não deixa de ser um sinal forte.
Tal como aconteceu no teste do ano passado no Bahrein, Verstappen esteve ao volante do seu Red Bull durante todo o dia e foi também o piloto que completou o maior número de voltas (143). George Russell foi o único piloto a ser visto no Mercedes, completando 122 voltas, enquanto todas as outras equipas deram tempo de pista a ambos os seus pilotos durante as sessões da manhã e da tarde.
Atrás de Verstappen na folha de tempos ficaram Lando Norris (McLaren) com o melhor tempo de 1:32.484, Carlos Sainz da Ferrari (1:32.584) e Daniel Ricciardo da Cash Visa Racing Bulls (1:32.599). Nove das dez equipas conseguiram fazer mais de 100 voltas, com a Williams a ser a única equipa a não chegar aos três dígitos, com 61 voltas. A equipa que conseguiu recolher mais dados foi a Haas, com um pouco mais de 800 quilómetros, com 800,976. O total de todos os pilotos, hoje foi de 1236 voltas, o equivalente a 6.689,232 quilómetros.
Com mais de 4.400 quilómetros, o pneu de composto C3 foi a melhor escolha do dia. Na próxima semana, para o Grande Prémio do Bahrein, será o mais macio dos três compostos disponíveis, uma jogada lógica dado que este composto fará parte de todo o trio de pneus selecionado: “Foi um dia muito interessante e útil em Sakhir”, comentou Mario Isola, Diretor da Pirelli Motorsport. “Recolhemos dados que serão úteis para avaliar como os progressos feitos por todas as equipas com os seus novos carros em termos de força aerodinâmica terão impacto no comportamento dos pneus. Além disso, vimos as equipas adotarem diferentes abordagens, especialmente no que diz respeito às séries longas de voltas: por exemplo, algumas, como a Ferrari e a Williams, concentraram-se num único composto, trabalhando na adaptação da configuração do carro para que funcionasse no seu melhor, enquanto outras, como a Mercedes e a Red Bull, trabalharam com vários compostos”.












