Desde que ontem se começou a ouvir as fortes restrições impostas pelas autoridades húngaras relativamente às pessoas oriundas do Reino Unido – que são a grande maioria na Fórmula 1 – que uma terceira corrida no Red Bull Ring passou a estar de imediato em cima da mesa. Prevista para o próximo fim-de-semana no Hungaroring, perto de Budapeste, as autoridades húngaras comunicaram ontem que todas as pessoas não pertencentes à União Europeia correm o risco de prisão ou de uma multa de 15.000 euros caso não cumpram as rigorosas regras de confinamento que os limitam à pista e aos seus alojamentos.
Como se pode calcular, com sete das dez equipas de F1 baseadas no Reino Unido, e três pilotos detentores de passaportes britânicos, Lewis Hamilton, Lando Norris e George Russell, os repsonsáveis da fórmula 1 ficaram pouco menos que em pânico com a situação e ponderam mesmo uma terceira corrida em Spielberg. Em declarações à emissora austríaca ORF, o presidente da Associação de Pilotos de Grande Prémio, Alex Wurz admite que estão em curso discussões com os patrões da F1: “Chase Carey perguntou-me o que os pilotos pensariam de realizar três Grandes Prémios na Áustria. Disse-lhe, se essa é a única solução, podemos andar dez vezes em Spielberg. Preferimos o Red Bull Ring mais vezes do que não poder correr”, disse Wurz.
A decisão irá ser tomada hoje, sendo que, obviamente, Chase Carey e a FIA estão a falar com os húngaros, já com este trunfo na mão.
Esta pode ser uma forte machadada no GP da Hungria, já que caso se mantenham inflexíveis, os húngaros arriscam o futuro do seu Grande Prémio, já que apesar dos homens da caravana da Fórmula 1 poderem perfeitamente cumprir as medidas, uma qualquer falha poder implicar prisão é inadmissível.










