Já se percebeu há muito que nem todas as provas previstas no calendário da F1 vão poder ser realizadas, e as razões são diversas. Sabendo-se que a Fórmula 1 pretende realizar o máximo possível de eventos, Chase Carey já deixou claro que o calendário final poderá ter corridas em pistas que não estavam anteriormente contempladas.
Nesse contexto foram vários os circuitos que se “chegaram à frente” e como já adiantámos, Portimão é um deles, tal como nos disse Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, que nos revelou em entrevista que a ‘sua’ pista está preparada para receber corridas à porta fechada assim que for necessário, a pista tem desde há algum tempo grau 1 da FIA, o que significa que pode receber a Fórmula 1, mas também acrescentou que essa será sempre um opção remota face ao que a Liberty Media está a tentar fazer.
E o que está a tentar fazer a Liberty? Locais como Imola, Hockenheim e Portimão estão na lista, mas como é lógico a prioridade é dos detentores dos 22 contratos para fazer corridas em 2020. Desses, as corridas da Austrália, Mónaco e Paul Ricard já foram definitivamente canceladas. Há portanto 19 localizações em aberto, e dessas há alguns altamente improváveis. Spa-Francorchamps, na Bélgica, que teria de ser no verão, e até ao fim de agosto é quase impossível, depois disso, demasiado arriscado por causa do mau tempo.
Uma corrida em Monza ou em Barcelona, como estão atualmente os países também não será fácil de suceder. No calendário que surgiu como rumor, recentemente, constam a Áustria, Grã-Bretanha, Hungria, Azerbaijão, Singapura, Rússia (que tem vindo a subir vertiginosamente de casos confirmados), China, Japão, EUA, México, Brasil, Vietname, Bahrein e Abu Dhabi. Parece um percurso lógico, mas como bem se sabe, há ainda demasiadas incógnitas nesta equação.
“Temos vindo a trabalhar e estamos empenhados com os nossos promotores na elaboração de um calendário de corridas para 2020 onde temos dois desafios principais: identificar locais onde podemos realizar as corridas e determinar como transportar todos e tudo o que é necessário para esses locais. É também verdade que estamos em discussão com os nossos promotores, bem como com algumas pistas que não constam atualmente do calendário para 2020, para garantir que exploramos todas as opções.
O nosso objetivo é arrancar a temporada no fim-de-semana de 4 a 5 de julho na Áustria, e é provável que corramos no fim-de-semana de 11 a 12 de julho também na Áustria. De resto, prevemos ter corridas europeias até ao início de setembro, incluindo a tradicional pausa de agosto, depois planeamos correr na Eurásia, Ásia, Américas, em setembro, outubro e novembro, antes de terminarmos no Golfo, no Bahrein e Abu Dhabi, já em dezembro. Com tudo isto, esperamos ter um calendário entre 15 a 18 corridas. As primeiras serão disputadas sem adeptos, mas na segunda parte do ano já esperamos tê-los nas bancadas” disse Chase Carey, que para já descarta prolongar o campeonato para 2021, mas assegura que essa é uma possibilidade, se necessária: “O nosso objetivo é terminar algumas semanas mais tarde do que a nossa data original, mas terminar em meados de dezembro, antes das férias”.









