Stoffel Vandoorne considera que dá “grandes passos” em frente a cada Grande Prémio que disputa, depois de um começo de época complicado, devido à falta de competitividade do McLaren-Honda. O belga entrou na F1 com grandes expetativas, depois de se sagrar campeão na GP2 Series, e impressionou quando foi chamado a substituir o lesionado Fernando Alonso no GP da Bélgica de 2016.
Para além dos problemas do motor Honda, Vandoorne sofreu várias eliminações na Q1 nas oito primeiras provas do campeonato e não conseguiu marcar qualquer ponto em dez corridas. Um contraste com Alonso, que progrediu para a Q2 por seis vezes, falhando a presença no Mónaco para correr em Indianápolis, de dando os primeiros pontos à equipa no Azerbaijão. Contudo Eric Boullier descreveu o belga como um “trabalhador dedicado e incansável”. Refira-se que a melhor fase de Vandoorne surgiu quando bateu Alonso na qualificação na Grã-Bretanha, numa sessão marcada por uma grande instabilidade climatérica, e terminando em 10º na Hungria, para conseguir finalmente um ponto.
Refletindo sobre a temporada que está a fazer, o belga considerou estar a fazer francos progressos: “Com a experiência que agora tenho sou mais capaz de ir diretamente para o caminho que quero seguir. Penso que as últimas corridas foram boas em termos de performance, igualando Fernando também no andamento, o que foi positivo. Cada fim de semana sinto que evoluo, e dou o meu melhor com a equipa para ter as coisas como quero. Diria que tento que o carro se adeque um pouco mais ao meu estilo de condução. Do meu ponto de vista em termos de gerir as sessões de treinos, gerir todo o fim de semana de prova vou na direção certa”.
Vandoorne reconhece que a adaptação ao MCL32 se tornou um desafio maior devido aos problemas crónicos da unidade de potência da Honda, mas mostra-se encorajado pelos progressos recentes: “Penso que o começo da época foi difícil, não apenas da minha parte mas também da equipa no seu todo. Tive (tivemos) muitos problemas que não nos permitiram rodar muito. Talvez que da minha parte tenha levado mais tempo a perceber realmente o que tinha que saber sobre o carro, devido a esses problemas. Ultimamente tivemos um bom desempenho, com muito trabalho da parte dos engenheiros e o apoio da equipa na fábrica, e tudo o que fizemos foi um bom passo em frente. Tem sido um bom progresso. Penso que a margem de progressão ainda é grande e há muitas coisas a caminho, por isso é prometedor para as próximas corridas”.








