A FIA decidiu que os “skid Blocks”de titânio continuarão a ser o material padrão utilizado nos carros de Fórmula 1 durante o resto da temporada de 2025, apesar das recentes preocupações com os riscos de incêndio. Esta decisão surge na sequência de uma série de incidentes, especialmente em Suzuka, em abril, e outro no Grande Prémio da China, em 2024, onde faíscas provenientes dos “skid Blocks” de titânio terão provocado incêndios na relva ao lado da pista e levado à exibição de bandeiras vermelhas.
No Grande Prémio de Espanha, as equipas testaram “skid Blocks” em aço inoxidável como uma potencial solução. Os blocos de aço geram menos faíscas e são vistos como uma alternativa mais segura em determinadas condições. Embora a FIA não vá obrigar a sua utilização generalizada, as equipas são agora obrigadas a levar as versões em aço para todos os fins de semana de corrida. Isto para garantir que possam ser utilizados rapidamente se forem identificados riscos de incêndio semelhantes em qualquer circuito específico.
Embora sejam mais duráveis em termos de segurança contra incêndios, os “skid blocks” de aço apresentam os seus próprios desafios técnicos. São mais pesados do que os de titânio e podem desgastar-se mais rapidamente. Isto poderia forçar as equipas a aumentar a altura do carro para evitar um desgaste excessivo, algo que vai contra o seu objetivo de manter os carros baixos para uma eficiência aerodinâmica ideal.
Apesar disso, Andrea Stella, diretor da McLaren, considera que tal mudança não seria problemática e que não alteraria a ordem competitiva atual.










