F1: Será Carlos Sainz o maior ‘arrependimento’ de Helmut Marko?
Carlos Sainz é bem capaz de ser o maior arrependimento de Helmut Marko, consultor da Red Bull. Não é preciso relembrar muito, as voltas que a Red Bull tem dado com o seu segundo piloto. Desde que Max Verstappen foi substituir Daniil Kvyat, o lugar ao lado do neerlandês nunca mais “parou quieto”.
Daniel Ricciardo ainda se aguentou dois anos, mas quando percebeu que Verstappen tinha grande ascendente na equipa, quis sair para a Renault.
A Red Bull foi buscar Pierre Gasly, mas teve muito pouca paciência com o francês, que após meia época foi para a Toro Rosso, e ainda hoje se mantém-se em Faenza. Depois foi a vez de Alex Albon, e com mais paciência que a Red Bull teve para Gasly, durou ano e meio na equipa. Foi nessa atura que foram buscar Sergio Pérez, alterando aí por completo a sua política de pilotos. Trocaram o (minimamente) seguro pelo incerto.
Mas quem é que falta neste xadrez? Carlos Sainz. Como se sabe o espanhol fez parte do programa da Red Bull, foi para lá muito novo, esteve dois anos e meio na Toro Rosso, entre 2015 e o meio de 2017, quando foi para a Renault, daí para a McLaren, e agora está na Ferrari.
Este percurso é suficiente para mostrar que o espanhol estaria muito bem na Red Bull, ao lado de Verstappen, o que seria, provavelmente, a melhor dupla da F1. Há quem diga que, atualmente, essa melhor dupla é Carlos Sainz e Charles Leclerc, na Ferrari. Discutível, mas se não for, não anda lá muito longe.
Recentemente, em entrevista ao portal alemão Auto Bild, Helmut Marko falou sobre os dois pilotos da Ferrari, Leclerc e Sainz, e sobre o espanhol disse o seguinte: “Sainz teve azar de se estrear ao mesmo tempo que Verstappen, que foi de imediato rápido. Mas ele era tão rápido quanto Verstappen e eu sei que Sainz está entre os melhores pilotos e já provou isso. Na minha opinião, ele em termos de velocidade esteve em cima de Leclerc”, disse Marko, que certamente não esperava ficar sem Ricciardo, pois se pensasse isso nunca teria deixado sair o espanhol para a Renault em 2017. Mas o mercado é assim mesmo e apesar de agora estar bem servido, podia perfeitamente ter a mesma dupla que a Toro Rosso teve entre 2015 e o meio de 2016…
O espanhol, tendo em conta o que tem feito face aos seus valorosos colegas de equipa, tem sido uma boa surpresa, mas se tem ‘fibra’ de campeão como o pai, é algo que ainda se terá de ver quando tiver carro para lutar pelo título, o que ainda não teve até aqui. Já merecia ter ganho um Grande Prémio, talvez seja este ano…
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Antoniogame
11 Fevereiro, 2022 at 11:31
sim grande piloto .
vamos ver este ano o que vai fazer com o novo carro só espero velo campeão
Speedway
11 Fevereiro, 2022 at 12:39
É um piloto com muita experiência.Um valor seguro da F1.Ganhador de GPs, sim se tiver carro para isso. Agora ver nele um campeão do mundo, na minha opinião acho que é pedir demais. Tal como o Leclerc aliás,que contudo é mais novo.
NOTEAM1 NOTEAM1
11 Fevereiro, 2022 at 13:32
Sainz esteve tapado por outros talentos, desde logo pelo próprio Max, mas também por Ricciardo, na altura ainda jovem e formava com o o neerlandês uma dupla sólida que garantia sucesso.
As circunstâncias não foram simpáticas para o espanhol, que percebeu isso muito bem e foi refazer a sua vida para outra lado, forçando mesmo a saída da RB.
Acho que o Marko cometeu dois erros com o Gasly e com o Albon. Não deu tempo a nenhum deles, pelo meio ainda colocou na F1 um Tsunoda demasiado verde para competir ao mais alto nível, hipotecando um melhor resultado para Alpha Tauri
Pela qualidade que o Gasly tem vindo a demonstrar, parece-me bastante evidente que a sua saída da RB foi prematura, e se a curto prazo resolveram bem a questão ao trazer um piloto vindo de fora como o Checo Pérez, a médio/longo prazo, estes anos “perdidos” do Gasly podem vir a ser muito prejudiciais, pois pode chegar novamente à RB sem a preparação necessária para liderar uma equipa de topo.
jo baue
11 Fevereiro, 2022 at 14:06
O Gasly já em 2015 foi, sem stress, testar a Barcelona com o Toro Rosso e o Red Bull ( 2 dias, para começar). Passou a piloto de reserva no mesmo ano. Foi gradualmente entrando na Red Bull participando nos ocasionais testes. Teve a oportunidade de correr em 2 GP em 2017, antes da 1ª temporada completa. Com o Verstappen foi “passado a ferro”, a única vez (?)que terminou à frente dele foi no Canadá e por causa da bandeira vermelha, num ano em que não lutavam pelo título e portanto a hierarquia não estava sempre em 1º e 2º lugar, embora sendo certo que o piloto nº1 é e foi sempre o holandês. Chumbou, e de que maneira.
O mexeco caiu de paraquedas na Red Bull com um carro completamente oposto ao Astroll, e nem rodou praticamente na pré-temporada. 2022 é que vai ser decisivo. Se chumbar, não termina também a época.
João Pereira
18 Fevereiro, 2022 at 20:49
Sou eu a imaginar, ou alguém que se esqueceu de mencionar Sainz na Mclaren?