Apesar de ter nas mãos quatro títulos mundiais, a última vez que Sebastian Vettel o conseguiu foi há cinco épocas. Pelo meio, domínio claro da Mercedes, com os seus pilotos a vencerem todos os títulos, três para Lewis Hamilton e o outro para Nico Rosberg. Agora, nova oportunidade para o alemão da Ferrari melhorar o seu currículo, mas Vettel sabe que não será fácil, e aponta o caminho: Só se a Ferrari conseguir manter o nível do desenvolvimento no carro.
Com a luta pelo campeonato de pilotos a ficar cada vez mais disputada entre Vettel e Lewis Hamilton, o que sucede pela segunda temporada consecutiva, o alemão conseguiu em Silverstone dar uma grande ‘machadada’ na confiança de Hamilton ao batê-lo no seu próprio território, e para que isso sucedesse foi importante um upgrade no fundo plano e no difusor, que a Ferrari introduziu para o GP da Grã-Bretanha de F1. Esta foi a primeira vitória da Scuderia em Silverstone desde 2011 e, mais significativo que isso, a primeira vez que a Mercedes aí foi derrotada desde 2013.
Embora a Mercedes tenha levado para Silverstone duas atualizações, uma para a unidade motriz e outra aerodinâmica, o duplo abandono na Áustria impediu a Mercedes de tirar daí vantagem, com esta a marcar 61 pontos enquanto a Ferrari somou 98 nos três últimos três Grandes Prémios.
No meio desta ‘guerra’ de desenvolvimento entre a Ferrari e a Mercedes, quem quiser vencer, tem de levar até ao fim o trabalho nos seus carros: “Acho que precisamos melhorar o nosso carro mesmo até ao fim do ano. Já é muito bom, mas penso que o desenvolvimento será fundamental, porque temos outros por perto para lutar e se não facilitarmos, podemos fazer acontecer” disse Vettel, antes da sua corrida ‘caseira’, em Hockenheim, no Grande Prémio da Alemanha, que poderá ser uma boa oportunidade para Hamilton se vingar da sua derrota em casa. Até à paragem para o verão a F1 ainda vai à Hungria, onde Vettel é de opinião que será um traçado para a Red Bull “eles serão os favoritos na Hungria” sendo que o piloto da Ferrari quer chegar à paragem como ‘titular’ da vantagem psicológica na F1.











