A equipa de Peter Sauber passou por momento delicados nos últimos anos. A instabilidade financeira que foi exacerbada pelos regulamentos dos motores turbo-híbridos complicou sobremaneira a tarefa a uma equipa que tinha muitas dificuldades em manter-se na F1.
Essas dificuldades levaram a que a equipa fizesse uma espécie de “reset” e começasse 2017 como um ano zero. Usaram motores de 2016, o que logo à partida foi um handicap sério, tendo em conta o nível de evolução que as unidades motrizes sofrem ao longo do ano. A equipa preferiu apostar numa evolução sustentada do chassis e usar um motor mais barato, preparando a base para o futuro. Os resultados práticos desta decisão não seriam nunca sentidos este ano e os 5 pontos conquistados são a prova disso. Mas a estrutura deu passos para um regresso aos bons tempos, com a entrada de Frederic Vasseur que é agora homem do leme. O francês nunca escondeu que a o futuro da equipa passava por uma cooperação mais estreita com a Ferrari e o futuro parece apontar para isso mesmo, com a entrada em cena da Alfa Romeo, que irá dar uma projeção muito maior à equipa no próximo ano além de um maior apoio da Scuderia.
No que diz respeito aos resultados em pista, não há muito a dizer e a Sauber apenas pontuou por duas ocasiões (Espanha e Áustria), sendo que no restante da época se contentou com o fundo da tabela classificativa. Pascal Wehrlein foi o melhor piloto da equipa, com mais pontos conquistados, melhores resultados em corrida (7-4) e em qualificação (11-7) e o melhor resultado conquistado. Ericsson foi o único piloto que fez a época toda que não pontuou, mas mesmo assim conseguiu a vaga para 2018, e irá juntar-se ao jovem promissor Leclerc, que vem do programa de jovens pilotos da Ferrari e é encarado como uma das estrelas do futuro.
O futuro de Wehrlein na F1 está assim praticamente definido… Infelizmente o esforço do piloto alemão não compensou e é, estranhamente, preterido pelo 2º ano consecutivo. Não foi por falta de competência e até é algo caricato que tenha sido o melhor piloto das equipas por onde passou e mesmo assim tenha ficado sem vaga na F1.
Para o futuro da Sauber espera-se mais, até porque o investimento da Ferrari vai ser maior e o nome Alfa Romeo irá atrair mais investidores e patrocinadores. A equipa tem de evoluir muito para almejar voltar às contas por um lugar no top5, mas se conseguirem pontuar com regularidade em 2018, o ano poderá ser considerado positivo. A dupla de pilotos não oferece ainda garantias pois Leclerc vai estrear-se numa competição nova e Ericsson não parece ser uma solução com potencial para resolver os problemas da equipa. O fundo da tabela poderá ser ainda a realidade para a equipa mas o futuro poderá ser mais positivo até porque a equipa tem meios e experiência para fazer muito melhor.










