Já se realizaram 20 corridas este ano, faltando ainda duas corridas para terminar a temporada e para 2022 estão agendadas 23 corridas, que pelos sinais que a Liberty Media e a Fórmula 1 dão, são o máximo de provas que contam organizar por ano. Pilotos e equipas já avisaram que são muitas, mas o regulamento prevê poderem ser organizadas 25 corridas por ano, logo ainda há espaço, não significando que sejam adicionadas mais duas provas ao calendário.
Ross Brawn, no webinar RACER/Epartrade Online Race Industry Week, disse que existe uma pressão cada vez maior para organizarem mais provas e que os fãs não estão saturados com o maior calendário alguma vez planeado.
“Somos muito afortunados por termos tido muito interesse dos promotores e países em receber um Grande Prémio. Temos algumas grandes corridas à porta: Arábia Saudita este ano, tivemos uma corrida no Qatar, eles estão a olhar para o que fazem com o circuito para o futuro, no próximo ano temos Miami, claro. Há uma pressão crescente muito bem-vinda para que haja cada vez mais corridas, mas há um limite para o que podemos alcançar, para o que podemos fazer com as equipas. O que descobrimos é que não há qualquer saturação por parte dos adeptos. Do grosso dos adeptos não estamos a receber nenhuma mensagem de que estamos a ter demasiadas corridas, apenas querem mais, por isso estamos a tentar encontrar esse equilíbrio”, disse o britânico.
Ainda hoje demos conta de que Stefano Domenicali lamentava que não houvesse interesse na Alemanha em receber provas da Fórmula 1, mas ainda no Qatar tinha afirmado que depois do anúncio da contratação do piloto Guanyu Zhou pela Alfa Romeo, outra cidade chinesa mostrou interesse em organizar um GP. “Posso dizer-vos que já recebemos interesse de outra cidade em ter um grande prémio na China”, disse Stefano Domenicali à The Race no Qatar. “No próximo ano não estaremos lá – não por nossa causa, mas por causa da pandemia. Foi por isso que prorrogamos o contrato este ano por mais três anos, para nos certificarmos de que existe este entendimento para lá estarmos. E tenho a certeza que o efeito de Zhou estar no mundo da F1, o primeiro piloto chinês na Fórmula 1, terá um enorme impacto”.
Podemos assistir a um próximo calendário preenchido com 25 corridas por ano? As equipas terão condições para colocar o seu melhor desempenho durante tantas corridas por ano?











