A situação financeira da Williams está longe de ser confortável e os resultados recentes mostram que a equipa tem ainda um grande caminho pela frente conseguir dar o salto qualitativo que ambiciona.
Um dos problemas que tem afectado a equipa é a falta de peças de substituição para os carros, um factor que tem sido limitado pelo comportamento mais conservador dos pilotos e pelos poucos erros que têm cometido ao longo da época. Robert Kubica afirmou que a equipa tem tido sorte neste aspecto:
“Acho que tivemos muita sorte, e neste sentido é preciso ter sorte, pois nunca se sabe o que pode acontecer na primeira volta pois não temos controlo sobre os outros”, disse Kubica ao Motorsportweek.com.
“Acho que, juntamente com George, tivemos a sorte de não cometer exageros ou limitar esses exageros, e fomos capazes de esconder o problema por muito tempo. Mas, infelizmente, Singapura e a Rússia mostraram que não estávamos preparados para o que é chamado de risco de automobilismo, pois no final nada de estranho aconteceu, perdemos algumas asas dianteiras, o que pode acontecer em qualquer fim de semana”.
Kubica, que deixará a equipe no final de 2019, acredita que é importante que a Williams entenda que, nas corridas, os danos acontecem, em vez de tentar competir com peças limitadas.
“É claro que tivemos azar com o George a perder duas asas dianteiras em Singapura e uma na Rússia, mas é o tipo de coisa que pode acontecer”, explicou o piloto polaco. “Acho que tivemos muita sorte por ter acontecido tão tarde na temporada, pois provavelmente teríamos enfrentado o mesmo problema no início da temporada se houvesse um acidente. Como equipa, temos que reagir ao que aconteceu e, com sorte, não acontecerá novamente.”
Kubica foi obrigado a desistir do GP da Rússia para que a equipa pudesse poupar peças para as provas mais distantes que restam nesta época, algo que não agradou o piloto nem os seus patrocinadores. Os problemas na Williams continuam










