A Renault tem trabalhado afincadamente na melhoria da performance dos seus motores, um dos pontos em que os franceses estão a perder em relação à Mercedes e à Ferrari. A marca do losango tem adiado a introdução de um componente que já há algum tempo tem sido falado mas que por falta de fiabilidade ainda não está na unidade motriz… um novo MGU-K.
A equipa já testou o novo componente em pista no ano passado, mas ainda não conseguiu tirar mais de 10000 Km no banco de testes, o número mínimo para que a peça tenha luz verde para ser colocada definitivamente na unidade motriz. Um dos aspectos melhorados neste novo MGU-K é o peso deste componente. A FIA regulamenta que não pode ser inferior a sete quilos mas o componente usado actualmente (produzido em conjunto com a Magneti Marelli) será bem mais pesado. Esperava-se que este upgrade pudesse ser instalado de forma definitiva a partir do Canadá, mas a equipa não deverá arriscar, pois dessa prova até ao fim do campeonato os carros terão de fazer mais de 10000km e os franceses não querem penalizações desnecessárias. Assim, talvez este novo componente seja introduzido por volta do GP de Itália, a última prova em solo europeu e a partir daí a Renault possa ter um aumento de performance.
Este atraso prejudica não só a Renault como a McLaren e a Red Bull, que continua a estar atenta a todas as suas opções no que diz respeito ao fornecimento de motores. A Renault está a tentar pressionar uma resposta da equipa, mas os Bull´s querem avaliar com calma as melhorias que serão introduzidas no Canadá por parte da Honda e dos seus parceiros actuais. Mas a postura conservadora da Renault continua a não agradar muito à Red Bull, que se sentir que a Honda tem capacidade para fornecer um motor competitivo, deverá mudar.











