Os quase quatro décimos de segundo de vantagem que a Red Bull conseguiu na qualificação do GP do Bahrein não se traduziram de forma clara na corrida, muito por culpa de um problema eletrónico, como explicou Helmut Marko.
“Os problemas que tivemos foram principalmente relacionados com software. Nada com hardware, por isso, coisas que podemos corrigir com ajustes”.
As equipas podem baixar o nível de performance das suas unidades motrizes durante uma corrida, caso seja necessário conservar a unidade. No entanto, a unidade não pode voltar a ser colocada em modos de potência superiores novamente durante a corrida.
Foi o que aconteceu em Sakhir, em que a Red Bull teve de se tornar mais conservadora, como explicou Marko: “No início da corrida Max Verstappen teve problemas, por vezes drásticos, na área do diferencial e, no último sector, e perdemos até três décimos por volta. Mas mesmo assim, Max pilotou como esperado”.
Ou seja, por um lado, a unidade Honda tem mais para dar o que é um sinal claro que pode ser, de facto, a unidade motriz mais potente da atualidade, mas por outro mostra novamente fragilidades na fiabilidade, embora desta vez, sendo problemas de software, não deverão implicar mudanças estruturais na unidade. Sérgio Pérez ficou parado na volta de lançamento com um problema eletrónico, depois de trocar a unidade de controlo eletrónico do seu monolugar, uma troca que também foi feita no carro de Pierre Gasly. Assim, o motor novo tem “músculo” mas precisa de ser refinado ao nível da eletrónica.









