Max Verstappen venceu a Sprint em Spa, mas no domingo a Red Bull errou por completo na afinação para chuva, prejudicando o neerlandês e Yuki Tsunoda.
Max Verstappen esteve colado a Leclerc nas voltas iniciais com pista molhada, mas não conseguiu ultrapassar o Ferrari. Perdeu tempo nas boxes e teve de defender-se de Russell nas primeiras voltas com pneus médios. Depois afastou-se do Mercedes e voltou a atacar Leclerc, mas os pneus desgastaram-se e teve de aceitar o destino, sem conseguir chegar ao pódio.
Max Verstappen (4.º lugar): “Foi um dia dececionante e tivemos algum azar. Preparámos o carro para corrida molhada, mas a maior parte foi seca. O perfil da asa traseira que escolhemos penalizou-nos. O safety car podia ter feito menos voltas e ainda assim garantir segurança, mantendo uma corrida emocionante. Com pneus slick, o Charles ia-se afastando a cada volta — o erro dele na última chicane deu-nos esperança, mas não fomos rápidos o suficiente. A corrida mostrou algumas das nossas fraquezas. As atualizações funcionaram, mas continuamos limitados na gestão dos pneus e no equilíbrio geral do carro. Fizemos o melhor que pudemos e vamos continuar a trabalhar para melhorar.”
Yuki Tsunoda andou nos pontos nas primeiras voltas, mas a equipa atrasou a chamada para mudar de pneus e perdeu várias posições. Ainda tentou recuperar, chegou a andar em 11.º, mas perdeu ritmo e terminou em 13.º:
“Foi uma corrida frustrante. Houve um mal-entendido com a equipa e chamaram-me tarde demais para trocar de pneus — já tinha passado a entrada das boxes. Tentei ultrapassar o Pierre, mas faltava velocidade em reta e não tinha DRS. Foi uma pena não marcar pontos. Há lições a tirar e agora é focar em Budapeste.”
Para Laurent Mekies, diretor de equipa: “A falta de corrida com chuva acabou por nos prejudicar. Tínhamos aumentado a carga aerodinâmica para essas condições, mas quase não houve oportunidade de a aproveitar. No seco, sabíamos que seria muito difícil para o Max passar o Charles. Ele deu tudo, esteve sempre colado, mas não havia margem. O erro com o Yuki foi nosso — queríamos fazer uma paragem dupla com o Max, mas chamámo-lo tarde demais. Isso custou-lhe lugares importantes. A nota positiva é que o pacote de atualizações trouxe rendimento, mesmo que ainda existam limitações. Foi bom integrar-me na dinâmica da equipa de pista. Encontrei um grupo forte, unido e muito profissional. Agora, vamos preparar-nos para Budapeste, num circuito completamente diferente.”











A FIA deveria definir critérios mais objetivos com relação ao início de uma prova sob chuva. Ontem a direção da corrida teve nas mãos uma decisão que poderia ajudar algumas equipes e prejudicar outras. Todos sabiam que havia preparado seus carros para pista seca e quem havia os preparado para pista molhada. Sem critérios objetivos, qualquer decisão passa a ser objeto de desconfiança sobre possível favorecimento.
O problema é que agora qualquer ameaça de chuva passa a ser um “job stopper” e deixa de haver corrida. O que se passou em SPA foi simplesmente estupido nomeadamente com os enormes tempos de espera e com as voltas desnecessárias atrás do safety car. Caso as regras para corridas á chuva tenham que ser reformuladas, então que o façam oficialmente.
Numa outra perspectiva que não têm nada a ver com este tema, saudo a alteração nos titulos dos artigos, que claramente tem a consultadoria do CM TV.
Do que temos assistido ultimamente, a sensação que está instalada, é que não existem corridas à chuva. Há com a pista húmida e chuviscos. Aliás, ouvi um dos comentadores, que é piloto, dizer que os pneus de chuva não funcionariam naquelas condições e lá foram eles atrás do safety car com intermédios.
Respondendo ao Fabiano e ao Scirocco: Fabiano: a FIA não tem de se preocupar (ou melhor, não deve) com as estratégias das equipas. Em caso de chuva só tem de se preocupar com a segurança de pilotos e comissários de pista, porque a vida humana é o mais importante. ***** Scirocco: é certo que a espera foi demasiada, mas isso só percebemos quando a chuva parou, quase tão subitamente como começara. E não, não foi uma ameaça de chuva, foi chuva torrencial, que impediu toda a visibilidade. Agora podemos dizer que poderiam ter começado a corrida 15 ou 20 minutos… Ler mais »
Pois, Thor, não funcionam porque extraem tanta água, que a visibilidade seria nula.
Pode ter razão Pity, e aqueles pneus retiram pelo que li, pelo menos dezenas de litros de água por segundo. Mas o convidado da DAZN penso que se referia à temperatura de funcionamento, durabilidade dos mesmos. No outro comentário não o escrevi…