Christian Horner deixou oficialmente a Red Bull, no que foi um final abrupto de uma ligação que tinha 20 anos e que fez do britânico uma das figuras centrais da F1. A imprensa britânica aponta que o britânico terá recebido uma indemnização milionária, estimada entre 52 e 80 milhões de libras.
Mas não se antevê que Horner deixe definitivamente a F1. Pelo contrário, o britânico conhece bem os meandros da competição, dedicou a sua vida às corridas e é difícil imaginá-lo noutro contexto. Assim, o futuro do ex-diretor desportivo vai alimentar a alimentar especulações nos próximos tempos. Mas surge a pergunta fulcral: para onde irá Horner?
Alpine
Olhando para a conjuntura atual, apenas uma equipa tem sido falada para o regresso: a Alpine surge como possibilidade, dada a sua relação próxima com Flavio Briatore. Com Horner e Briatore, a Alpine ficaria com uma dupla de peso para tentar finalmente encontrar os trilhos do sucesso. Mas há um problema nesta hipótese. Não se espera que Horner tenha total autonomia. Se a convivência com Briatore pode ser facilmente orquestrada, a Alpine continua a representar uma marca do Grupo Renault, e apesar de ter optado por um modelo de equipa privada, a Renault continua a ser a dona da equipa. E os rumores apontam que Horner quer ser mais do que um diretor pago para organizar uma equipa.

Haas
Assim, surge o nome da Haas, que aparece como hipótese mais forte. Horner procura um projeto onde possa ser accionista, algo que poderia garantir maior controlo; e até o MotoGP entrou no radar, após Bernie Ecclestone ter sugerido que Horner poderia assumir a gestão do campeonato de duas rodas. Mas a Haas poderia ser um projeto interessante. Uma equipa que nunca recebeu um forte investimento por parte de Gene Haas, dono da estrutura, apesar de, ultimamente, ter demonstrado vontade de abrir um pouco mais a carteira. Ayao Komatsu, desde que assumiu a batuta da equipa, tem feito um trabalho notável e a ligação com a Toyota, apesar de agora representar pouco em termos concretos, é também um sinal positivo para o futuro. A entrada de Horner, não como funcionário, mas como um dos acionistas principais, permitiria ao britânico fazer as coisas à sua maneira. Será a Haas a porta de regresso de Horner na F1?

Outras soluções
Quanto às restantes equipas, parece muito pouco provável que vejam Horner como solução. As equipas de topo têm as portas trancadas, dados os intensos combates políticos que causaram desgaste, especialmente do lado da McLaren. Williams, Aston Martin e a Kick Sauber (que se tornará Audi) também parecem ter estruturas de liderança bem definidas para o futuro.
A liderança da F1 está entregue a Stefano Domenicalli até 2029. O italiano tem feito um bom trabalho e a recente renovação até ao fim desta década faz da liderança do Grande Circo um alvo irrealista a curto prazo para Horner. E, dados os anticorpos que o britânico criou, não seria uma das primeiras opções por parte da Liberty. Do lado da F1 são parcas as opções. Até 2026, Horner cumprirá o período de afastamento obrigatório até abril de 2026, o que também o deixará fora do arranque da nova era.










