Os pneus são muitas vezes subvalorizados, mas são provavelmente a peça mais importante de todo um monolugar de F1 pois todo o trabalho é feito para otimizar aderência e essa vem dos pneus, A temperatura é um fator determinante na performance das borrachas e com os novos pneus e novas jantes, as equipas poderão ter mais problemas.
A temperatura dos pneus sempre foi um fator de performance crítico. Encontrar a janela ideal de performance é sempre um dos principais objetivos dos engenheiros e pilotos e vários truques eram usados pelas equipas, em conjunto com os fornecedores de jantes, para atingir a temperatura desejada o mais rapidamente possível, quer ao nível da borracha dos pneus, quer ao nível da pressão dos mesmo. Um desses truques era aproveitar as altas temperaturas atingidas em travagem para aquecer os pneus (o brake magic da Mercedes era uma definição que permitia isso mesmo). Agora com pneus maiores e com mais espaço entre os discos de travões e as jantes essa gestão ficou dificultada, mais ainda pois agora as jantes são todas do mesmo fornecedor (BBS) pelo que truques específicos para cada equipa deixarão de existir.
A Pirelli trabalhou com a BBS no desenvolvimento dos novos pneus, pelo que o conjunto deverá estar minimamente otimizado, mas as equipas quererão extrair o máximo desempenho possível e por isso quem conseguir encontrar o melhor truque poderá ter vantagem:“Em termos de como as equipas irão gerir a temperatura, isso é difícil de prever, porque este ano, temos mais espaço entre a jante e o travão”, explicou Mario Isola, da Pirelli. “Assim, no passado, sabemos que as equipas utilizavam a transferência de calor do travão para a jante para gerir a temperatura no interior do pneu, e assim gerir também a pressão. Será diferente em 2022. Creio que ainda é em parte um diferencial de desempenho, pelo que as equipas tentarão utilizá-lo em 2022. Se forem capazes de o fazer, veremos”.













