Paul Hembrey, ex-responsável desportivo da Pirelli, considera que o anúncio feito pela F1, sobre o regresso à competição, foi imprudente.
Para o britânico a F1 não deveria ter avançado com este anúncio, olhando à situação atual:
“Como se pode fazer um anúncio com tantas incógnitas? A Europa está confinada, então qualquer ideia de fazer corridas em julho será imprudente, dado o desconhecido. Se alguma declaração da F1 deveria ter saído era do cancelamento da temporada e de um genuíno plano B.”
Outro grande problema é que a crise começou antes das dez equipas assinarem o novo Acordo de Concórdia de 2021.
“Agora existe o risco de que os fabricantes de automóveis se retirem como uma forma de economizar custos”, disse Hembery. “O contrato deles com a F1 irá expirar, então, se pretenderem poupar 300 milhões, eles podem dizer ‘estamos fora da F1′”.












Gostava de saber quem lhe paga o ordenado sem trabalhar
Mesmo que alguns construtores saiam, a F1 não vai acabar. Ficarão sempre as equipas com todo o seu “know-how”, pois os principais engenheiros sempre ficarão. Essas equipas ficarão independentes desses construtores, o que até é muito bom para a competição.
Em relação aos motores, haverá sempre um construtor interessado em fornecê-los às equipas e fazer negócio com isso. Pois com um congelamento no seu desenvolvimento, não representará grandes custos e poderá ser um bom negócio para o construtor que viesse a ficar!
Concordo que anuciar o retorno quando ainda nem se sabe se poderá haver uma segunda vaga do vírus após o desconfinamento… É um pouco atirar a moeda ao ar, tal como fizeram na Austrália.