A conquista de um campeonato do mundo de F1 é sempre um momento alto na carreira de um piloto, provavelmente o mais alto. Mas para Patrick Head, ex-responsável da Williams, o ponto mais alto de Damon Hill não foi o seu campeonato em 1996.
Head considera que a liderança de Hill em 1994, depois do acidente de Ayrton Senna, foi fulcral para a equipa e terá sido um dos pontos altos da carreira do piloto britânico. No podcast oficial de F1 Beyond The Grid, Head disse:
“Obviamente, após o acidente no domingo [de Senna], o carro ficou apreendido em Imola. Os engenheiros seniores analisaram os dados do carro do Ayrton e Damon esteve muito envolvido na análise dos dados porque, obviamente, ele queria saber o que tinha causado o acidente. Damon convenceu-se de que não foi o carro que falhou e conduziu a equipa para a frente. No Mónaco, duas semanas depois, éramos uma equipa de um carro e o nosso piloto de testes David Coulthard entrou na corrida seguinte em Barcelona, depois do Mónaco e Damon era parte integrante na força mental da equipa, tanto fora do carro como no carro. A personalidade de Damon era muito forte em termos de liderar a equipa num período muito difícil e, depois das circunstâncias complicadas em que o Michael [Schumacher] foi banido por algumas corridas, acabou por nos levar à última corrida do ano com um ponto entre os dois.
“Portanto, foi uma época muito, muito stressante, obviamente, sendo o maior stress o facto de Ayrton ter sido morto num dos nossos carros, pelo que não foi um ano nada fácil. Mas para mim, a liderança de Damon e as suas realizações na pista em 1994, estão acima do seu ano de campeonato de 1996. Obviamente, a história tê-lo-á como Campeão do Mundo de 96, mas as suas realizações em 1994 foram espantosas, absolutamente espantosas”










