Ano novo, vida nova, equipa nova. Lewis Hamilton é agora oficialmente piloto da Scuderia Ferrari, juntando-se a uma lista que conta com 97 nomes, 40 dos quais conseguiram vencer de vermelho. A equipa que esteve presente em todas as corridas da F1, com 248 vitórias. 829 pódios e 253 poles. A F1 e a Ferrari estão intimamente ligadas e falar de uma sem a outra, quase não faz sentido.
Espera-se que Hamilton experimente um monolugar da Ferrari nos próximos dias para se ambientar à equipa e aos procedimentos, no que é já um dos momentos mais esperados do ano. Com esta adição, a Ferrari ficar com dois heptacampeões na sua história. Todos aguardam por este momento simbólico, mas janeiro é tempo de promessas, de desejos e de resoluções. Fevereiro trará os primeiros testes a sério e março trará as primeiras corridas e os primeiros desafios. Aí, a pressão deverá aumentar para Lewis Hamilton.
Aos 39 anos, deixa aquela que se tornou a “sua” equipa, onde conquistou seis títulos, tornando-se num embaixador da marca, para abraçar um desafio que não é fácil… tentar ter sucesso na Ferrari, uma equipa que tem andado arredada dos trilhos do sucesso.
A expetativa da chegada de Hamilton é enorme. Mas o contexto não é de todo o mais favorável ao campeão britânico. Chega a uma equipa onde Charles Leclerc tem sido a aposta e referência, numa fase em que a Scuderia não mostra consistentemente argumentos para ser uma candidata séria aos títulos. Hamilton chega depois de uma fase menos boa na Mercedes, onde reconheceu que não já não tinha a mesma velocidade de outros tempos.
É uma aposta arriscada por parte de Hamilton, que deixou um ambiente onde era respeitado, compreendido e acarinhado, para uma equipa onde ainda tem de conquistar a confiança de todos, apesar do grande respeito que toda a estrutura deverá ter por ele. Mas é deixar a sua zona de conforto, num momento de menor fulgor.
Para a Ferrari (especialmente para Fred Vasseur) também é arriscado, pois dispensou Carlos Sainz, que fez uma excelente dupla com Leclerc, garantindo bons resultados e bom ambiente com a estrela monegasca. Uma dupla que dava garantias para o futuro, desmantelada para dar lugar a um dos melhores da história, mas numa fase menos esplendorosa da carreira.
Há mais dúvidas do que certezas nesta chegada de Hamilton à Ferrari, mas as atenções de todo o mundo estarão em cima do piloto e da equipa.









