Foi com alguma surpresa que vimos Cyril Abiteboul sair da Renault no final do ano passado, numa altura em que o projeto foi reestruturado.
Luca de Meo, CEO do grupo Renault e agora o homem do leme da operação não quis admitir que o motivo da saída de Abiteboul foram os maus resultados obtidos, mas usou o politicamente correto para justificar a saída do ex- diretor da Renault:
“Essa questão é um pouco complicada. Começámos uma nova aventura e para os membros mais antigos teria sido difícil conduzir a equipa nesta nova direção”, disse o CEO da Renault através de Motorsport-total.com. “Se eles precisavam da empresa-mãe, então vinham falar, mas normalmente não faziam isso. Isso não se enquadra na “Renaulution” que prevemos. Começaram com a equipa de Fórmula 1 em 2016 e despediram-se com uma série de pódios. No entanto, temos de olhar em frente. Foi um bom começo, mas agora começa um novo capítulo”, concluiu o CEO da Renault.
Apesar de não o reconhecer, Luca de Meo não terá ficado satisfeito com os últimos resultados da equipa. Sim a Renault conquistou pódios, mas não podemos deixar de lembrar a forma como foram conquistados. A McLaren e a Racing Point ficaram claramente à frente da equipa francesa que desde o arranque do projeto quis estabelecer-se no top3, sem nunca o conseguir. As consecutivas promessas não cumpridas e a falta de performance poderão ter levado de Meo a querer assumir um papel mais preponderante que não se encaixaria no modelo estabelecido em que Abiteboul e Jerome Stoll eram os responsáveis. Assim, Luca de Meo despachou a antiga chefia, remodelou a estrutura intermediária, com Marcin Budkowski (mais ligado à parte técnica) e Davide Brivio (mais ligado à parte desportiva) a responderem ao CEO a Laurent Rossi que responde diretamente a Luca de Meo.
Se esta nova estrutura dará frutos, só o tempo dirá, mas a remodelação não deixa de fazer sentido pois a cada ano víamos “mais do mesmo”, num registo já desgastado e cada vez menos credível.










