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F1: Os impactos ao limite orçamental da sanção à Red Bull

Pedro André Mendes by Pedro André Mendes
23 Abril, 2023
in Autosport Exclusivo, F1, FÓRMULA 1
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F1: Presidente da FIA sublinha importância do regulamento para 2026 na decisão da Ford

SPA, BELGIUM - AUGUST 27: Red Bull Racing Team Principal Christian Horner talks with Mohammed ben Sulayem, FIA President, on the pitwall during qualifying ahead of the F1 Grand Prix of Belgium at Circuit de Spa-Francorchamps on August 27, 2022 in Spa, Belgium. (Photo by Mark Thompson/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202208270545 // Usage for editorial use only //


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O limite orçamental na Fórmula 1 é um assunto cada vez mais relevante, e com a temporada 2023 já em andamento, é importante analisar a situação atual e o impacto que isso tem nas equipas e nos resultados das corridas. 

Em 2021, foi implementado um limite de gastos de 145 milhões de dólares por equipa, com algumas exceções permitidas, incluindo gastos com marketing e os 3 salários mais bem pagos pelas estruturas. O objetivo era nivelar o pelotão e reduzir as disparidades financeiras entre as equipas. Isso significa que as equipas maiores, como  Mercedes, Ferrari e Red Bull precisavam de reduzir os seus gastos para se manterem dentro dos limites estabelecidos no regulamento financeiro. Por essa altura, Otmar Szafnauer em funções na Aston Martin dizia que as equipas maiores tinham muitos elementos a analisar cada artigo do novo regulamento à procura de ‘zonas cinzentas’, lacunas que poderiam ser aproveitadas para garantir uma vantagem competitiva, qualquer que fosse. 

Logo no primeiro ano – foram apenas divulgados os resultados da análise da FIA, entidade que tem a função de controlar se todos os regulamentos são cumpridos, numa altura muito avançada da temporada passada – a Red Bull foi considerada culpada de infringir o limite orçamental, sendo sancionada pela entidade federativa. A penalização recaiu sobre o desenvolvimento dos monolugares da equipa de Milton Keynes num prazo de 12 meses a contar daquela data e numa sanção pecuniária. Logo se instalou a discussão sobre uma multa leve e um corte no tempo disponível para o desenvolvimento que não iria ter muitas repercussões em 2023, isto depois de algum tempo de negociações entre FIA e Red Bull. 

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Com a chegada da nova época a Red Bull ainda parece estar na frente em termos de desempenho do seu monolugar, com uma margem ainda maior do que na temporada passada para os seus principais adversários. Os responsáveis da equipa continuam a salientar que o efeito da penalização será visto ao longo da época, numa altura em que os adversários poderão trazer atualizações para os seus carros e não no início da temporada, depois da Red Bull já ter feito muito trabalho de desenvolvimento antes de entrar em vigor a sanção. Há também que observar que os erros próprios da Ferrari e da Mercedes, principalmente, estão também na raiz dessa vantagem competitiva. No entanto, o coro de críticas à sanção da entidade federativa vai crescendo. 

Eddie Jordan, antigo responsável de uma estrutura na Fórmula 1 e agora comentador da disciplina, foi ácido em comentários recentes, afirmando que a penalização foi uma “farsa” e insistiu que a Red Bull contornou o regulamento para obter vantagem. 

Se as regras financeiras na Fórmula 1 afetam as equipas mais pequenas, como a Haas e a Williams, por terem um orçamento menor e dá-lhes a possibilidade de poder lutar por outros objetivos, é também verdade que pouco ainda temos visto de um benefício tão grande para a competição como a ideia que nos ‘venderam’. 

A Aston Martin contratou vários elementos e está a aumentar a sua fábrica em Silverstone para se tornar numa equipa que luta pelo campeonato, enquanto a McLaren teve de despedir muita gente num primeiro instante, para depois perceberem que foram elementos a mais dispensados, tendo que contratar de novo para certas áreas. 

Ainda há muitas incógnitas em torno do limite orçamental, e é provável que leve algum tempo para que os efeitos reais sejam sentidos. No entanto, a introdução do limite de gastos é uma mudança importante na Fórmula 1, e é um passo significativo na direção a um pelotão mais equilibrado e uma competição mais justa, mas também é percetível que não passa de um regulamento que é visto como passível de ser contornado. A contratação ou passagem de elementos das equipas para áreas não desportivas, passando os salários e orçamentos dos projetos a não estarem sob escrutínio da FIA, mas sendo os seus resultados passíveis de utilização na Fórmula 1, é um caso relatado constantemente.

Tags: FerrariFormula 1MercedesRed Bull
Pedro André Mendes

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