A Red Bull vive uma das fases mais difíceis dos últimos anos na Fórmula 1. Depois de uma fase de domínio absoluto, a queda da equipa tem sido quase vertiginosa e apenas só não assumiu outras proporções porque Max Verstappen vai fazendo pequenos milagres. Os primeiros sinais de quebra de rendimento surgiram a meio de 2024, quando a McLaren assumiu a dianteira no desenvolvimento e performance. Em 2025, a situação agravou-se: a equipa ocupa apenas o 4.º lugar no Campeonato de Construtores, atrás de McLaren, Ferrari e Mercedes.
Desenvolvimento e limitações aerodinâmicas
Segundo Paolo Filisetti, citado pelo RacingNews365, o projeto do RB21 começou com foco no fundo, condutas Venturi e início do difusor, passando depois para sucessivas evoluções na asa dianteira. Apesar dos esforços, persistem problemas de equilíbrio, com destaque para a subviragem constante — uma das críticas mais frequentes de Max Verstappen.
Para mitigar o problema, a Red Bull optou por reduzir a carga aerodinâmica da asa traseira. No entanto, esta solução, aplicada não para ganhar eficiência, mas para minimizar o desequilíbrio, acaba por agravar o comportamento dinâmico do monolugar.

Problema estrutural: suspensão e geometria
Mais do que uma questão puramente aerodinâmica, o RB21 sofre com limitações estruturais. A geometria e a suspensão dianteira, eficazes no estilo de condução de Verstappen em 2023, mostram-se incompatíveis com as cargas aerodinâmicas atuais. As mudanças no fundo e na distribuição de carga tornaram esta configuração rígida (especialmente no eixo dianteiro) e obsoleta.
Perspetivas para a segunda metade da época
As atualizações introduzidas até agora não trouxeram ganhos substanciais. Com um conceito de base limitado e problemas estruturais difíceis de corrigir sem alterações profundas, é pouco provável que a Red Bull consiga inverter a tendência ainda nesta temporada.









