O novo limite orçamental será exigente para as grandes equipas que terão de se adaptar a uma nova realidade.
Com as maiores estruturas a gastar menos de metade do que habitualmente fazem, o que exigirá uma adaptação tremenda. É muito diferente trabalhar com este nível de restrições e assim a forma de operar terá de ser muito mais eficaz. Andy Green, diretor técnico da Racing Point entende o desafio que as grandes equipas têm pela frente:
“Eu teria uma dor de cabeça, uma enorme dor de cabeça”, disse Green à Auto Motor und Sport quando perguntado como se sentiria sobre o limite de orçamento se estivesse numa das grandes estruturas da F1. “Mas essas pessoas não são estúpidas. Eu acho que eles já sabem exatamente onde cortar e onde o foco e o core business estarão no futuro.
Ele acrescentou: “Para nós, o limite de custo ainda está acima do nosso orçamento e a nossa primeira análise sugere que iremos manter a nossa filosofia. Mas nós conhecemos essas regras há quatro semanas e, portanto, precisamos entendê-las com mais detalhes. Estas coisas levam tempo para surgir. Na pista, provavelmente veremos apenas o primeiro impacto real em 2023. ”
É um ponto que interessa salientar. Estas mudanças foram projetadas a médio prazo e tanto o limite orçamental como o sistema de handicap do desenvolvimento aerodinâmico levará algum tempo até se fazer sentir. As grandes equipas continuam com vantagem para já, mas ao longo do tempo espera-se que essa vantagem se dilua mais e que as estruturas médias possam ter uma palavra a dizer no futuro.












