Dos Estados Unidos surgem informações que referem a inevitabilidade de um processo judicial, resultante da ‘nega’ dada pela FOM à Andretti Cadillac. A FOM, detentora dos direitos comerciais da F1 rejeitou a candidatura da Andretti à F1, isto depois da FIA ter dado luz verde, alegando não acreditar na capacidade da equipa entrar na F1 em 2025, para logo em 2026 trocar para um carro completamente novo.
Por outro lado é inevitável que esta situação volte a colocar a FIA e a FOM em rota de colisão, pois como se sabe é a FIA que tem o direito, e o dever de sancionar a candidatura de qualquer equipa à F1, e só esta – pelo menos sempre assim foi na história da F1 – que decide se um candidato cumpre os critérios.
Como se sabe, também, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, tem estado em desacordo com os atuais proprietários comerciais, já há algum tempo, e já disse que “a F1 pertence à FIA, está apenas alugada”.
Portanto, tendo em conta que parece estar a ficar claro que a FOM está a ir para lá das suas competências, uma coisa é certa: dificilmente fica tudo como está.
Mark Gallagher, um orador de renome numa série de tópicos de negócios relacionados com as suas experiências adquiridas ao trabalhar em cargos de liderança sénior na Fórmula 1 nos últimos 30 anos, é de opinião que isto só se resolve em tribunal e uma batalha jurídica é inevitável, curiosamente com uma declaração feita antes de ser tornada pública a ‘nega’ da FOM: “O meu receio é que, se a Fórmula 1 [FOM] rejeitar a Andretti – eles vão inventar todas as razões pelas quais não a querem ter – acho que podemos ver um processo judicial a desenvolver-se muito rapidamente porque a Liberty é uma empresa americana, a Fórmula 1 está cotada na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a Andretti angariou uma enorme quantidade de dinheiro, relativamente falando, nos Estados Unidos.
Não é novidade para ninguém que tanto na Europa como nos EUA há legislação que se opõe fortemente às práticas anti-concorrenciais e ao que parece esta ‘nega’ da Liberty Media/FOM tem muitos pontos que podem ser facilmente contestados. Certo é que este assunto não ‘morreu’, longe disso.










